O projeto MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade promoveu nesta terça-feira (28.4), a primeira expedição técnica de mobilização e engajamento no Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP), na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. A ação reuniu associações e cooperativas da agricultura familiar de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger.
Desenvolvido pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), com apoio da Empaer, o projeto prepara produtores para acessar recursos via chamamento público, conectando políticas públicas às demandas reais do campo. Com investimento de US$ 100 milhões, sendo US$ 20 milhões do Estado e US$ 80 milhões do Banco Mundial, o MT Produtivo será executado até 2030, com foco em geração de renda, inclusão produtiva e sustentabilidade.
De acordo com a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, a etapa é essencial para estruturar as próximas ações. “Desse encontro conseguimos um mapeamento e diagnóstico de como vamos trabalhar nos próximos quatro anos. Para cada iniciativa será desenvolvido um plano de negócio com apoio da Empaer, garantindo organização da produção e acesso ao mercado. Com a inteligência do MT Produtivo e o apoio do Banco Mundial, vamos reduzir riscos e aumentar as chances de sucesso”, afirmou.
Produtora da Gleba Resistência, em Santo Antônio de Leverger, Denise Dias vê o projeto como oportunidade. “Tudo o que vem para beneficiar a agricultura familiar é bem-vindo. Sabemos produzir, mas precisamos vender e de apoio para tirar a produção da roça”, afirmou.
Já Paulina Domingas da Conceição, de Aricazinho, em Cuiabá, destaca a expectativa de crescimento. “Queremos produzir de forma mais organizada e aumentar nossa renda. Hoje somos pequenos, mas queremos crescer, e esse apoio será muito importante”, disse.
O coordenador do projeto, Leonardo Santos, destacou a importância do contato direto com os produtores. “As expedições são fundamentais para entender a realidade das associações e orientar sobre o acesso aos recursos. O projeto foi estruturado para gerar resultados concretos, com planejamento, assistência técnica e investimento alinhados às necessidades do campo”, disse.
Após as expedições, será lançado edital para seleção de 128 propostas. As organizações escolhidas receberão capacitação, apoio técnico da Empaer e recursos financeiros para implementação dos planos de negócio.
Representando a Empaer, o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), Marcos Paulo, reforçou a atuação conjunta. “É um projeto gigantesco que envolve várias instituições com a mesma missão: desenvolver cooperativas e associações, fortalecer a agricultura familiar com sustentabilidade e promover inclusão social”, pontuou.
A expedição segue nesta quarta-feira (29) para Nossa Senhora do Livramento, às 13h30 na Câmara Municipal de Vereadores; Tangará da Serra, na Diretoria Regional de Educação (DRE), às 13h30; na quinta-feira (30) estará em Campo Verde, na Câmara Municipal de Vereadores; e em Rosário Oeste, no Salão Paroquial, às 13h30.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), em parceria com o Ministério Público do Estado (MPMT), assegurou cerca de R$ 2 milhões para a estruturação e implementação do Centro de Pesquisa Aplicada aos Incêndios Florestais no Estado. A iniciativa tem como objetivo ampliar a capacidade de monitoramento, prevenção e combate aos incêndios florestais em todo o território mato-grossense.
Os recursos são provenientes de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pelo MPMT no âmbito de uma ação de compensação e reparação por danos ambientais, proposta pelo promotor de Justiça Marco Antonio Prado Nogueira Perroni, da 2ª Promotoria de Justiça de São Félix do Araguaia. A destinação ocorre por meio do Banco de Projetos, Fundos e Entidades (Bapre).
O cronograma estabelecido no termo prevê o repasse dos valores de forma parcelada, com conclusão em junho de 2027, período em que também está prevista a inauguração do centro. A estrutura será inédita em Mato Grosso e é considerada pioneira na América Latina.
A escolha do projeto para receber os recursos do TAC ocorreu após apresentação institucional realizada pelo comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, ao promotor de Justiça, no fim do mês de março. De acordo com o comandante-geral do CBMMT, a destinação do recurso neste momento representa o reconhecimento da importância do projeto para a preservação ambiental e fortalece a atuação integrada entre as instituições envolvidas.
“Essa parceria com o Ministério Público demonstra que o enfrentamento aos incêndios florestais exige uma atuação conjunta, estratégica e permanente. Trata-se de um esforço coletivo, que une diferentes instituições em torno de proteger nossos biomas e reduzir os impactos ambientais. Com esse centro, avançamos não apenas em estrutura, mas em cooperação e responsabilidade compartilhada”, destacou.
O Centro de Pesquisa Aplicada aos Incêndios Florestais deverá atuar como referência na produção de conhecimento técnico-científico voltado aos biomas Pantanal, Cerrado e Amazônia mato-grossense. O projeto prevê a instalação de um laboratório de queima controlada, um laboratório de sensoriamento remoto e imageamento, além de bases de campo para pesquisas aplicadas.
Os dados produzidos subsidiarão decisões estratégicas, qualificarão o planejamento operacional e contribuirão para a capacitação dos bombeiros militares e a articulação entre os órgãos responsáveis pela gestão ambiental.
Conforme o procurador-geral de Justiça do MPMT, Rodrigo Fonseca Costa, a atuação do Ministério Público vai além da responsabilização pelos danos ambientais. “Nosso compromisso é transformar recursos oriundos de reparações em investimentos capazes de gerar impacto duradouro, fortalecer a política ambiental e proteger de forma efetiva os biomas mato-grossenses para as atuais e futuras gerações”, garantiu.
Para o promotor de Justiça Marco Antonio Prado Nogueira Perroni, a iniciativa representa uma aplicação efetiva dos recursos de compensação ambiental, com potencial de impacto permanente na prevenção de novos danos ambientais.
“O Ministério Público recebeu com grande entusiasmo a intenção do Corpo de Bombeiros de criar um centro de estudos para aperfeiçoar o combate ao fogo que assola os três biomas mato-grossenses. Dada a grandeza do projeto, no ato da apresentação já externei meu compromisso com a destinação dos recursos. Trabalhamos com a margem entre um mês e um ano, mas graças da Deus conseguimos a totalidade do importe em uma semana”, concluiu o promotor.
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