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Projetos apoiados pelo Governo de MT são selecionados para etapa nacional da Expo Favela

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​Das dez iniciativas mato-grossenses selecionadas para participar da etapa nacional da Expo Favela Innovation 2023, em São Paulo, três são apoiadas pelo Governo de Mato Grosso e irão representar o Estado entre empreendedores e startups de comunidades periféricas de todo país.

A edição mato-grossense da feira de negócios apresentou 60 empreendimentos e projetos, neste fim de semana, em Cuiabá, após uma acirrada seletiva com 600 inscritos para a fase estadual. Além da exposição das iniciativas, o evento contou com palestras, workshops, rodada de negócios, debates e programação cultural gratuita para o público.

A Expo Favela MT foi patrocinada pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), e os projetos selecionados para a etapa nacional foram acelerados pelo Programa Mato Grosso Criativo. Dentre eles estão o Movimento Vambora MT, o projeto Artista Cientista e o coletivo de teatro Tibanaré. Eles foram escolhidos após uma apresentação dos negócios para uma banca de curadores do evento.

Também estiveram entre os 60 expositores selecionados para Expo Favela MT outras iniciativas apoiadas pela Secel: Doceria Delícias da Rozi, Encontrei Brechó, Projeto São Lua – O Grande Festival, Lubaya – joias e acessórios e Associação das Redeiras de Limpo Grande Tece Arte.

“Estamos muito felizes com os resultados obtidos pela Expo Favela MT, que cumpriu seu papel de aproximar empreendedores e investidores, fortalecer as conexões entre os participantes e proporcionar uma grande visibilidade para os projetos. E, além disso, ainda classificamos iniciativas apoiadas pelo Governo de Mato Grosso. Agora, o foco é trabalhar junto com eles para que o Estado tenha uma representatividade ainda maior”, destaca o secretário-adjunto de Cultura, Jan Moura.

A Expo Favela MT foi realizada nos dias 7 e 8 de julho, no Centro de Eventos do Pantanal. Além dos projetos apoiados pela Secel, também foram selecionados para a etapa nacional: Anjos da Lata, Vôcontigo, Chioma Beleza da Natureza, Cuiabaneria, Reflorescer, Dialektisch Fermentados e Geração Maker.

“A Expo Favela MT foi um grande sucesso e o nosso objetivo foi o de dar visibilidade para essas iniciativas. É importante destacar que todos os 60 expositores participantes vão receber consultoria e serão acompanhados pela Favela Holding para acelerar o desenvolvimento de seus negócios”, explica Anderson Zanovello, presidente da Central Única das Favelas em Mato Grosso (Cufa).

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Entre eles está o negócio Doceria Delícias da Rozi, da empreendedora Roziqueli de Jesus Tacio, que está na expectativa para iniciar a mentoria. “Estar entre tantos empreendedores com trabalhos criativos, importantes e transformadores, me inspirou muito. Trocamos contatos e já tenho parcerias em vista. Sem dúvida, o networking que a Expo Favela proporciona é incrível e ainda terei as mentorias que vão me ajudar a estruturar e posicionar melhor o meu negócio”.

A Expo Favela Innovation Mato Grosso foi realizada pela Secel-MT, Favela Holding, Cufa-MT, Associação de Desenvolvimento Social das Favelas e contou com patrocínio e apoio de outras instituições e empresas.

Projetos selecionados para a etapa nacional

O Movimento Vambora, que atua em diferentes expressões artísticas, com foco na aceleração de projetos, artistas, espaços e artistas de comunidades periféricas, foi um dos projetos selecionados para a Expo Favela 2023. E a presidenta Silvana Cordova destaca que a participação na etapa estadual foi intensa, com estande, palestra, mediação de mesa e apresentações de artistas que participam do coletivo.

“Levamos as ações que o Movimento Vambora realiza junto às comunidades periféricas, como atrações artísticas e palestra sobre como o artista de quebrada pode viver da arte. Participamos ativamente e foi fundamental porque somos da periferia e atuamos com as lideranças periféricas. Levar esses artistas e lideranças na Expo Favela para encontros com empresários, bancos, imprensa, fundações patrocinadoras é ocupar espaços, estar presente, ser vistos”.

Sobre representar Mato Grosso no evento nacional, ela destaca que é mais uma oportunidade para mostrar a nossa cultura. “Aqui tem favela, tem potências, tem artistas, tem produções e estamos ativos. E quando a gente mostra tudo isso, só foi possível por meio de parceiros como a Secel, que fortalecem nosso propósito enquanto aceleradores da periferia. Precisamos desses parceiros para possibilitar que esses jovens e artistas possam viver do seu trabalho, que é a arte”.

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Outro negócio criativo impulsionado pelo evento foi o ‘Artista Cientista’. O projeto é uma união entre ciência e artes, que desperta a curiosidade de crianças e adolescentes para simplificar temas científicos e ajudar no aprendizado. Idealizado pela empreendedora Juliana Graziela Oliveira, a iniciativa foi selecionada para participar da edição nacional da Expo Favela.

“A Secel foi fundamental para meu projeto e para o meu resultado na Expo Favela. Fui selecionada na primeira edição do Move_MT, recebi capacitações e mentorias que foram muito importantes para o amadurecimento e a profissionalização do meu negócio”. Juliana é formada em física e em Teatro, e uniu as duas áreas para difundir a ciência de forma lúdica, divertida e interativa. Ela realiza oficinas e apresentações que envolvem artes cênicas, literatura e ciência.

O coletivo de teatro Tibanaré, que tem projetos aprovados em editais da Secel, apresentou uma nova abordagem para o premiado espetáculo ‘Passeio Noturno’, com estreia prevista para setembro deste ano. Para o fundador Jefferson Jarcem, a participação na Expo Favela MT permitiu promover a marca do grupo, conhecer e estabelecer conexões com outros empreendedores, e, principalmente, fortalecer o mercado da economia criativa.

“Uma das coisas que a gente acredita é que o mercado funciona nessa multiplicação de empreendedores rodando o Brasil e o exterior, porque isso potencializa a marca maior que é Mato Grosso e fortalece o mercado cultural e artístico. Conhecemos muitos projetos potentes e estamos extremamente agradecidos à Secel e por estar entre os 10 escolhidos”, falou Jefferson.

Ele também destacou que estar no evento nacional é mais uma oportunidade para aprender, fortalecer conexões com outros empreendedores e conhecer investidores que possam agregar no desenvolvimento dos projetos.

Os dez empreendedores e startups vão representar Mato Grosso na edição nacional da Expo Favela, que será realizada em dezembro de 2023, em São Paulo. E os 10 melhores negócios serão convidados a participar de um reality show no programa É de Casa da Rede Globo.

Mais informações sobre o evento no site https://mt.expofavela.com.br/

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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