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Redeira conta sua experiência em eventos pelo país

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Foi na infância que a várzea-grandense Jilaine Maria da Silva Brito, de 36 anos, aprendeu sobre a beleza do artesanato. Entre redes e tecidos, a artesã mantém viva a tradição passada de mãe para filha. Para alçar maiores oportunidades de sucesso, ela buscou a profissionalização e apoio do Governo do Estado, por meio da Carteira Nacional do Artesão, emitida de forma presencial, na coordenação do Programa do Artesanato da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). 

Filha de redeira, Jilaine Maria aprendeu aos 12 anos tudo que sabe sobre artesanato. O pai agricultor e a mãe artesã mantinham o sustento de toda a família. “Quando minha mãe vendia uma rede, era só alegria, porque era a nossa principal fonte de renda, nos sustentou por muitos anos e, hoje, o trabalho do artesanato é o que também ajuda na manutenção das minhas filhas”, relata Jilaine. 

Atualmente, ela é presidente da Associação das Redeiras de Limpo Grande – Tece Arte, em Várzea Grande, uma organização composta por 45 mulheres artesãs, surgida há um ano.

“Temos uma cultura rara. Juntas, trabalhamos com um objetivo em comum – levar nossa arte para o mundo. O artesanato não é apenas um produto ou uma rede, é uma obra de arte. Quem adquire, pode presentear ou usar como decoração. É um pedacinho da nossa história, do nosso Estado. Valorizar este trabalho significa difundir nossa cultura e, ainda, ajudar com o sustento de nossas famílias, manter uma tradição, nossa identidade cultural”, ressalta a artista. 

 

Para Jilaine Maria o diferencial do artesão é sua marca – cada peça é individual. O artesanato, por ela produzido, é fruto da cultura regional mato-grossense, um retrato do Pantanal e de seus símbolos – como as araras, os tucanos e os tuiuiús. “Nossas redes e nossa arte destacam estes símbolos e nossa cultura”, destaca.

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Além do trabalho desenvolvido na Tece Arte, a artesã empreende no ramo da costura. O novo talento foi descoberto durante a pandemia, quando precisou inovar, para fugir da crise, conseguindo uma nova fonte de sustento para sua família.

“Com as vendas online, o Ateliê Jilaine Maria foi criado. Sozinha, comecei a produzir, sob encomenda, máscaras, bolsas, camisas personalizadas e aventais decorativos. Atualmente, como presidente da associação e dona do próprio ateliê, preciso conciliar viagens e participações em eventos com a produção do ateliê”, explica.

Participação em eventos

O incentivo do Governo do Estado ao artesanato mato-grossense, por meio da Sedec, Secretaria Adjunta de Turismo (Seadtur) e parceiros, tem colocado Mato Grosso em evidência. Segundo Jilaine, a Carteira Nacional do Artesão permite o acesso do artesão a novas e grandes janelas de oportunidades, como exposições e feiras (nacionais e internacionais), colocando seus produtos nas principais rotas de negócios do país e no exterior.

“Participar destes eventos é uma oportunidade única para conhecer de perto outras culturas. Ter acesso a novas tendências e fechar bons negócios A carteira do artesão é um passaporte para estas novas oportunidades”, afirma Jilaine, acrescentando que já participou de grandes eventos, como a Feira Nacional de Artesanato e Cultura (Fenacce), em Fortaleza, e, por duas vezes consecutivas, da Feira de Artesanato da América Latina (Fenearte), em Pernambuco. 

“É gratificante ver o sucesso de suas peças. As pessoas querem saber como são produzidas, querem entender o processo. Ficam encantadas, quando explicamos. O mundo atual é tecnológico, tem sempre alguma máquina na produção, enquanto a gente faz tudo à mão. Somente quem produz, conhece as dificuldades e os desafios do artesanato. Quem desejar seguir na área, precisa ser um apaixonado pelo que faz”, destaca Jilaine. 

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Cadastro
O Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (SICAB) é responsável pela emissão a Carteira Nacional do Artesão, a identificação do artesão, válida em todo o território nacional e tem validade de 6 (seis) anos. 

O cadastro no SICAB e a emissão da Carteira Nacional do Artesão são realizados pela Coordenação de Artesanato (CEA). Com o apoio do Governo de Mato Grosso, a Coordenação do Programa do Artesanato, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec MT), recebe os dados e emite a Carteira Nacional do Artesão para os profissionais mato-grossenses.

Vantagens e Benefícios
Os benefícios d a Carteira Nacional do Artesão são a participação em exposições e comercialização de produtos e peças em eventos e feiras (nacionais e internacionais); participação de oficinas e apresentações; emissão de nota fiscal e isenção de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços); geração de trabalho, ocupação e renda; além de conhecer de perto outras culturas e artesãos, aprender novas técnicas, compartilhar e trocar experiências e, ainda, apresentar ao mundo a cultura mato-grossense.

O cadastro, emissão e renovação da Carteira Nacional do Artesão é presencial, na Sedec/MT, localizada na Av. Getúlio Vargas, 1.077, bairro Goiabeiras, em Cuiabá; ou online, pelo e-mail da Sedec. Os interessados precisam dos documentos pessoais, comprovante de residência e uma foto 3×4.

Tel: (65)3613-9324
E-mail: [email protected]

(Texto sob a supervisão da jornalista Greyce Lima)

Fonte: GOV MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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