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Roda de conversa reúne idosos para compartilhar memórias e experiências sobre os rios de Cuiabá

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) iniciou a celebração do Dia Mundial da Água nesta quinta-feira (12.3) com a roda de conversa “Encontro das Águas”, no Centro de Convivência de Idosos Padre Firmino, em Cuiabá. Os presentes puderam trocar experiências e trazer relatos da importância da água no seu cotidiano, os rios da infância e as lembranças vividas em relação ao tema.

Nascida na região do Araguaia, Valdenice Rodrigues Martins, 79 anos, lembra com saudade de tomar banho no rio que ficava próximo da fazenda onde cresceu. “Eu nasci em um lugar que a água era abundante e tinha um rio delicioso para tomar banho, o Barreirão. Temos que cuidar bem de nossas águas e nascentes, me preocupo com meus bisnetos que vão sofrer com essa falta de água. Foi um dos melhores eventos que tivemos aqui, todo mundo participou, muito produtivo”.

Celia Maria Pereira, 77 anos, sempre teve uma relação muito próxima com os rios da capital, quando andava a pé com os filhos e o marido para almoçar na beira do rio Cuiabá, acha necessário o aumento de eventos com a participação do poder público. “Importante os gestores ouvirem a população para saber dos problemas de quem vive a realidade, de quem convive no dia a dia com a situação. Como Cuiabá e cidades perto tem muitos rios parece que nunca vai faltar água, mas isso é um engano”.

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Além da roda de conversa, também foram realizados exibição de vídeos e oficinas para o público local. A oficina de desenho inspirada no tema ‘Água Viva para Todos’ foi produzida com objetivo de incentivar os participantes a refletirem, por meio da expressão artística, sobre a relação entre a água e a vida.

“Hoje a gente teve a oportunidade de ouvir dos idosos as memórias que eles têm sobre as aguas da nossa cidade. Eles trazem depoimentos riquíssimos sobre como eles buscavam agua, como os rios eram limpos, como eles pescavam com os pais e tinha muita saúde, muita vida nos rios e isso nos traz a reflexão de quais são as águas que nós vamos deixar para as futuras gerações”, destacou a superintendente de Educação Ambiental e Atendimento ao Cidadão, Juliana Carvalho.


A roda de conversa e a troca de vivência entre os participantes resultará em um vídeo-reportagem que será produzido pela superintendência de Educação Ambiental e Atendimento ao Cidadão destacando as percepções ambientais, a água no dia a dia e os cuidados necessários para sua conservação.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Corpo de Bombeiros combate quatro incêndios florestais nesta terça-feira (13)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta terça-feira (13.10), quatro incêndios florestais registrados nos municípios de Água Boa, Nova Xavantina, Nossa Senhora do Livramento e Juruena.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 59 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 39 focos foram registrados na Amazônia, 18 focos no Cerrado, e dois focos no Pantanal.

Em Terras Indígenas, foram identificados seis focos de calor, sendo quatro focos na Terra Indigena Parque do Xingu, em Querência, e dois focos na Terra Indigena Parabubure, em Campinápolis.

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É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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