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Samu realizou mais de 114 mil atendimentos em 2022

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), gerido pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), realizou em 2022 mais de 114 mil atendimentos à população da baixada cuiabana. Entre os serviços realizados estão atendimentos clínicos, de traumas e orientações médicas. 

De janeiro a dezembro de 2022, foram realizados 18.622 atendimentos clínicos, 14.566 atendimentos de traumas, 9.773 orientações médicas e 71.297 atendimentos diversos. As demandas foram atendidas por meio do telefone 192 nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Chapada dos Guimarães.

De acordo com a coordenadora do Samu, Luciele Fernanda Benin, a equipe é robusta e qualificada para atender as demandas da população de forma eficiente. “Estamos em constante treinamento para ofertar um serviço de qualidade aos usuários do SUS. Assim que acionada, imediatamente a equipe se desloca até o local da ocorrência”, ressalta a gestora.

Luciele lamenta que ainda persistem pessoas que ligam a fim de passar trote na equipe do Samu. Só em 2022, foram 4.752 ligações. “Infelizmente essa é uma triste realidade. Apesar de ser muito menor que em anos anteriores, os trotes ainda acontecem. Para esse número ser ainda menor, nós contamos com o apoio da população e veículos de imprensa, que nos ajudam a conscientizar as pessoas sobre o prejuízo do trote nos atendimentos de demandas realmente sérias”, diz a coordenadora. 

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Estrutura

Para um atendimento célere e eficiente, o serviço de atendimento móvel conta com uma estrutura interna administrativa e externa operacional com profissionais capacitados.

A estrutura interna dos atendimentos conta com: técnico auxiliar em regulação médica, responsável por receber a ligação e ter o primeiro contato com o solicitante; médico regulador, que realiza a regulação do paciente por meio de perguntas realizadas ao solicitante sobre o estado da vítima; rádio-operador, profissional que despacha via rádio ou telefone a equipe ideal, de acordo com a classificação médica da vítima; enfermeiro regulador, responsável pelo link entre as equipes de plantão e unidades de saúde de referência, que realiza o acionamento de equipes de apoio caso necessário, como Polícia militar, Bombeiro Militar e Guarda Municipal.

Já as equipes externas são compostas por: motolância, conduzida por um profissional habilitado e qualificado, sempre em duplas, sendo enfermeiro e técnicos em enfermagem; Unidades de Suporte Básico (USB), que dispõe de um condutor socorrista, um técnico e um enfermeiro; Unidade de Suporte Avançado (USA), integrada por um condutor socorrista, um enfermeiro e um médico.

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Na estrutura interna, também existe o Núcleo de Educação em Urgência, cuja estrutura é responsável por estabelecer o nexo entre trabalho e educação, de forma a resgatar o processo de capacitação de educação permanente para o desenvolvimento dos serviços, bem como ações de prevenção junto a sociedade.

O Samu conta ainda com a Central de Material e Esterilização (CME), que dá suporte à todas as equipes. Neste espaço, ocorre a limpeza, desinfecção e descontaminação de todos os equipamentos reutilizáveis e ambulâncias. No CME, são reabastecidos os materiais essenciais ao atendimento das vítimas, como gases, luvas e cilindros de oxigênio.

Já a Farmácia do Samu é responsável pelo estoque de componentes que compõem a bolsa de medicamentos contidas em todas as unidades de rua do serviço de atendimento móvel.

No setor de boletins, são recebidos os formulários para atendimento médico e de enfermagem. Essa área também é responsável por confeccionar as declarações de ocorrências, que podem ser solicitadas pela vítima, familiares, advogados e órgãos da segurança pública e do judiciário, durante as investigações de crimes.

Veja na imagem abaixo as orientações ao solicitante dos serviços ofertados pelo Samu.

Fonte: GOV MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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