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“São necessários critérios para equilibrar o acesso ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional”, afirma secretário

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O secretário de Fazenda do Estado de Mato Grosso, Rogério Gallo, defendeu ajustes no modelo de distribuição dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) durante audiência pública no Senado Federal, em Brasília (DF), na terça-feira (26.11).

Como representante do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda (Comsefaz), Gallo apontou as dificuldades enfrentadas por Estados produtores e exportadores, como Mato Grosso, que perdem arrecadação na Reforma Tributária e ainda com muitas limitações de acesso aos recursos do fundo.

Ele destacou que essas limitações podem causar graves dificuldades no financiamento de políticas públicas essenciais, como a pavimentação e manutenção de rodovias estaduais e infraestrutura básica.

“O Congresso Nacional tem um encontro marcado com o federalismo fiscal. Estados que perdem arrecadação com a reforma, por serem produtores e terem população pequena, precisam de algum critério que permita equilibrar o acesso ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional”, afirmou durante apresentação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Hoje, Mato Grosso é responsável por 25% da produção agropecuária nacional e possui a maior malha rodoviária estadual do país, com 30 mil quilômetros de rodovias, das quais 20 mil ainda precisam ser pavimentadas.

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O secretário ressaltou que o Estado depende de um financiamento robusto para atender essas demandas, mas é prejudicado no novo modelo de tributação por sua alta produção e baixa densidade populacional, fatores que reduzem sua participação no Fundo de Participação dos Estados (FPE) e no FNDR.

“Nós vamos perder na perspectiva do crescimento da arrecadação, já que passamos a tributar apenas o destino, e no Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional acessamos poucos recursos. No final do dia, o que preocupa é como os Estados exportadores vão financiar suas políticas públicas”, explicou.

O FNDR foi concebido para fomentar o desenvolvimento regional e compensar perdas tributárias decorrentes da Reforma Tributária, que elimina o ICMS na origem e adota um modelo baseado no destino do consumo. No entanto, segundo Gallo, os critérios atuais de distribuição — baseados no Fundo de Participação dos Estados (FPE) e na população — criam um desequilíbrio.

“Do modo como está hoje, com os critérios de FPE e população, houve um desequilíbrio na distribuição do fundo. Não somos contrários aos dois critérios, mas entendemos que deva existir um terceiro que atenda às peculiaridades destes estados”, disse.

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Proposta para maior equilíbrio

Rogério Gallo sugeriu a inclusão de um critério adicional, que leve em conta o volume de exportações de produtos primários e semi-elaborados. Estados que exportam muito, mas têm baixa industrialização, enfrentam dificuldades para agregar valor à sua produção e perdem arrecadação significativa no novo modelo tributário.

O Comsefaz havia proposto dividir o FNDR com base em três critérios: 65% para o FPE, beneficiando estados das regiões Norte e Nordeste; 25% para a população, atendendo estados mais populosos; 10% para exportações de produtos primários e semi-elaborados, reconhecendo os desafios enfrentados por estados exportadores.

Essa proposta não foi incorporada, mas Gallo enfatizou a necessidade de reavaliar o modelo: “É essencial que, antes da virada de chave em 2032, façamos um novo olhar sobre o federalismo fiscal. Precisamos testar o modelo e entender seus impactos, ajustando o que for necessário para garantir equilíbrio e sustentabilidade”, finalizou.

Fonte: Governo MT – MT

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Cuiabá e Tangará da Serra recebem produções fotográficas e audiovisuais sobre a cultura cigana

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Produções fotográficas e audiovisuais da cultiva cigana são apresentadas na Mostra Calon Lachon e na Exposição Diquela, no Centro de Cuiabá, durante o VI Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso, contemplado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), no edital Pontos de Cultura – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab). Com entrada gratuita, a programação ocorre às sextas-feiras de maio (15, 22 e 29), das 16h às 21h, no Ateliê Kaiardon.

A programação reúne a Mostra Calon Lachon, com exibição de curtas e longas-metragens produzidos por povos ciganos, além da Exposição Diquela, formada por registros fotográficos de comunidades ciganas do Brasil, especialmente ligadas ao tronco étnico Calon.


Esta é a quarta edição do projeto, que surgiu para registrar, por meio de vídeos, fotografias, áudios e documentos escritos, histórias e tradições das comunidades ciganas, contadas por elas mesmas, além de ampliar a circulação das produções audiovisuais.

Já a Exposição Diquela apresenta obras produzidas pelas fotógrafas Karen Ferreira, Maria Clara Aquino e Ju Queiroz. As imagens retratam elementos culturais e o cotidiano de comunidades ciganas brasileiras, especialmente do povo Calon. O nome da exposição vem da língua Chibe e pode ser traduzido como “Veja”.

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“A escolha por este nome para representar a exposição se deu justamente para que quem não é cigano ‘veja’ que existem pessoas e comunidades ciganas circulando e vivendo em Mato Grosso há quase 100 anos”, explica o curador da exposição, Aluízio de Azevedo.

Além de Cuiabá, a Exposição Diquela também pode ser visitada em Tangará da Serra, no Centro Cultural Pedro Alberto Tayano, das 8h às 17h.

Confira abaixo todos os detalhes da programação completa:

EXPOSIÇÃO DIQUELA – CUIABÁ

Quando: Dias 15, 22 e 29 (sextas).

Onde: Ateliê Kaiardon (Centro de Cuiabá, Rua Engenheiro Ricardo Franco, 427)

Horário: 16h às 21h

EXPOSIÇÃO DIQUELA – TANGARÁ DA SERRA

Onde: Centro Cultural Pedro Alberto Tayano

Horário comercial: 08h às 17h

PROGRAMAÇÃO MOSTRA CALON LACHON – CUIABÁ

15 de maio (sexta-feira)

19h30 – Exibição do curta Tarabatara (2007, 23’), direção de Júlia Zakia

19h50 – Exibição do curta Adeus Calon (2022, 20’), direção de João Borges

20h10 – Exibição dos primeiros cortes dos episódios da série Calon Lachon (2026, 26’), direção de Aluízio de Azevedo

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22 de maio (sexta-feira)

19h30 – Exibição do longa Rio Cigano (2012, 1h19), direção de Júlia Zakia

29 de maio (sexta-feira)

19h30 – Exibição do curta Fernanda (2025, 12’), direção de Rodrigo Zaiden e Aluízio de Azevedo

19h45 – Exibição do curta Luzia (2025, 12’), direção de Rodrigo Zaiden e Aluízio de Azevedo

20h – Exibição do curta Encontros e Cultura Cigana (2025, 14’), direção de Maria Clara Aquino

*Sob supervisão de Andréa Haddad

Fonte: Governo MT – MT

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