A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) publicou, nesta segunda-feira (14.7), o edital para concessão de bolsas a atletas de base e de alto rendimento em Mato Grosso. O benefício integra o programa OlimpusMT do Governo do Estado e, nesta edição, conta com investimentos de mais de R$ 5 milhões.
As inscrições começaram nesta segunda-feira (14.7), exclusivamente pela internet, por meio de formulário eletrônico disponível no site da Secel (link aqui). O prazo se encerra no dia 7 de agosto.
“Com o apoio do Governador Mauro Mendes, conseguimos dar continuidade a essa importante política pública que garante ao esporte de Mato Grosso seguir avançando cada vez mais. É uma satisfação para a Secel ofertar esse benefício que oportuniza um cenário de excelentes resultados, um estímulo a nossos atletas”, destaca o secretário da Secel, David Moura.
Reformulado pela atual gestão estadual e com pagamentos em dia, o programa de fomento ao esporte mato-grossense pode atender mais de 500 esportistas em todo o Estado. O auxílio mensal é oferecido durante 12 meses.
As bolsas podem ser concedidas a atletas, paratletas, surdoatletas e atletas-guia, praticantes de modalidades individuais e coletivas, beneficiando praticantes do atletismo, ciclismo, karatê, handebol, judô, futsal, wrestling, tênis de mesa, vôlei, dentre outras. Em todas as categorias, a seleção pública prevê que 20% das bolsas sejam reservadas a atletas com deficiência.
Para formação de novos talentos, são oferecidas bolsas a três categorias de atleta: infantil, base e estudantil. Na categoria Atleta Infantil, o Bolsa Atleta de MT beneficiará 100 esportistas com idades entre 9 e 12 anos de idade, com bolsas mensais de R$ 200.
Já nas categorias Atleta Base e Atleta Estudantil, que incluem esportistas com idade entre 12 e 17 anos, os valores mensais são de R$ 400 e R$ 800, respectivamente. Com 100 vagas para Base e mais 120 para Estudantil, as categorias têm como principal diferenciação a posição alcançada pelos jovens atletas nas competições de caráter educacional.
Aos esportistas de alto rendimento são oferecidas duas categorias de bolsas: Atleta Nacional e Atleta Internacional. Ambas são destinadas a atletas com 14 anos ou mais e que obtiveram resultados em competições ou rankings nacionais e internacionais, conforme a categoria.
Na categoria Atleta Nacional serão 170 beneficiados com bolsas mensais de R$ 1,2 mil. Mais 30 esportistas serão contemplados na categoria Atleta Internacional, com o valor mensal de R$ 2 mil.
Entre os documentos exigidos para inscrição estão declarações de prática esportiva e de resultados emitidos por entidades estaduais e nacionais de administração de desporto, portfólio e planejamento de atividades esportivas.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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