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Seciteci e Fapemat assinam convênio e anunciam chamadas públicas para fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação em MT

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), assina nesta sexta-feira (6.3), às 9h, convênio para a execução de propostas aprovadas na chamada pública MCTI/FINEP/FNDCT – Proinfra Desenvolvimento Regional – Norte, Nordeste e Centro-Oeste (NNECO 2024). Na mesma ocasião será realizada a edição Cuiabá do Finep pelo Brasil, com o anúncio de novas chamadas públicas voltadas ao financiamento de projetos de inovação.

O evento ocorrerá no Auditório Cloves Vettorato, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. Para participar, é necessário realizar inscrição prévia por meio de formulário online (clique). A programação tem como objetivo reunir instituições de ensino e pesquisa, empresas, pesquisadores e empreendedores que atuam na área de ciência, tecnologia e inovação. A cerimônia contará com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e do presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Luiz Antônio Elias.

Segundo o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, a assinatura do convênio representa um avanço estratégico para o fortalecimento do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação em Mato Grosso, ampliando a capacidade de articulação entre instituições públicas, universidades e o setor privado.

“O Governo de Mato Grosso tem avançado de forma consistente na consolidação de um ambiente favorável ao desenvolvimento científico e tecnológico. A assinatura deste convênio demonstra o compromisso com o incentivo à pesquisa, com a ampliação da infraestrutura científica e com a construção de parcerias estratégicas capazes de impulsionar a competitividade, assim como o desenvolvimento econômico e social do estado”, destacou o secretário.

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Ao todo, serão destinados R$ 33.853.053,68 em recursos federais, provenientes da Finep, com contrapartida estadual de R$ 11.284.351,23, viabilizada por meio da Fapemat, totalizando mais de R$ 45 milhões em investimentos voltados ao fortalecimento da infraestrutura de pesquisa e inovação em Mato Grosso.

O secretário adjunto de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e Inovação da Seciteci, Rodrigo Bruno Zanin, ressalta que o estado já apresenta resultados significativos a partir dessa articulação institucional.

“Um dos exemplos é a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), que captou mais de R$ 14 milhões para a modernização e ampliação de sua infraestrutura laboratorial. Outro resultado relevante é a parceria estabelecida entre Finep, Fapemat e Seciteci, que possibilitou a contratação de 12 projetos aprovados em editais anteriores, fortalecendo a base científica e tecnológica do estado”, afirma.

Finep pelo Brasil – Cuiabá

Durante o evento também será apresentada a segunda rodada de seleções públicas do Programa Mais Inovação, iniciativa da Finep e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), composta por 13 editais que somam R$ 3,3 bilhões em investimentos destinados ao desenvolvimento tecnológico no país.

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a realização do Finep pelo Brasil em Mato Grosso reforça o compromisso com a democratização do acesso às políticas de fomento à inovação.

“Mais do que promover um encontro, estamos consolidando uma agenda baseada na cooperação. Ao unirmos esforços, compartilhamos conhecimento, alinhamos estratégias e criamos condições mais sólidas para ampliar oportunidades, estimular investimentos em tecnologia e gerar impactos concretos, fortalecendo cadeias produtivas e ampliando a capacidade competitiva do Brasil”, avalia a ministra.

Segundo o diretor técnico-científico da Fapemat, Flávio Teles, a expectativa é ampliar a difusão das oportunidades de financiamento disponíveis para o ecossistema de inovação do estado.

“Os resultados obtidos nas chamadas de subvenção econômica já foram muito positivos, tanto em termos de demanda quanto na qualidade dos projetos apresentados. A expectativa é que esse desempenho se repita nas demais modalidades de apoio à inovação disponibilizadas pela Finep”, explica.

De acordo com o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, a iniciativa reforça a importância da cooperação institucional para o avanço da ciência e tecnologia no país.

“O Finep pelo Brasil busca ampliar e democratizar o acesso às oportunidades de fomento, fortalecendo o ambiente de inovação e criando condições para que mais projetos estratégicos se tornem realidade”, ressaltou.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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