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Seduc credencia profissionais para atendimento multidisciplinar a alunos da Educação Especial

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) iniciou o processo de credenciamento de prestadores de serviço para assegurar a continuidade do atendimento com especialidades médicas e terapêuticas destinado, exclusivamente, aos estudantes Público Alvo da Educação Especial (Paede) matriculados na rede estadual.

A medida foi adotada após o encerramento do contrato com o Centro de Atendimento Multidisciplinar para Pessoas Inclusivas (Campi), em 12 de dezembro de 2025. A previsão da Seduc é publicar o credenciamento em janeiro de 2026, garantindo a transição e a manutenção do suporte especializado aos alunos já no início do ano letivo.

Atualmente, a rede estadual conta com 10.205 estudantes Paede, sendo 541 matriculados em escolas especializadas e 7.012 atendidos em Salas de Recursos Multifuncionais.

Para a Secretaria, o credenciamento fortalece a capacidade de resposta do Estado ao possibilitar a contratação de uma ou mais empresas, incentivando a competitividade e, sobretudo, ampliando a cobertura do serviço, com atendimentos realizados mais próximos da residência dos estudantes.

Com isso, o Estado reforça a descentralização do atendimento multidisciplinar, que inclui acompanhamento pedagógico e de fonoaudiologia, além da atuação de profissionais como psicólogo, psiquiatra, terapeuta ocupacional e outras especialidades previstas no escopo do serviço.

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A proposta, segundo a Secretaria, é fortalecer a rede de cuidado e assegurar o acesso das famílias ao suporte especializado, sem comprometer a rotina escolar e a permanência do estudante na escola.

A Seduc destaca que a iniciativa integra as ações da Política de Educação Especial do Plano EducAção 10 Anos, que orienta a adoção de políticas públicas voltadas à efetivação de práticas educacionais inclusivas e à redução das desigualdades, assegurando que nenhum aluno seja excluído do espaço educacional sob alegação de deficiência ou limitação.

Em 2025, a oferta de atendimento multidisciplinar pedagógico complementar e suplementar, por meio do Projeto Eduinclui, recebeu investimento de R$ 7.845.510,96, com a oferta mensal de 6.939 atendimentos e previsão de fechar o ano com 83.268 atendimentos realizados.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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