A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) renovou a frota do Ligeirinho, o ônibus gratuito que circula pelo Centro Político Administrativo (CPA), em Cuiabá, trazendo mais modernidade, conforto e segurança para os mais de 800 usuários.
Os dois novos veículos atendem a todas as exigências de acessibilidade, conforme as Normas Técnicas Brasileiras (NBR), que tratam da acessibilidade em veículos de transporte coletivo, com espaço reservado para pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida, obesas, gestantes e com crianças de colo.
Além disso, eles possuem ar-condicionado e capacidade para 42 passageiros sentados, atendendo às necessidades dos servidores e da população que utiliza o transporte diariamente.
O Ligeirinho opera de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 19h40, com paradas em pontos estratégicos como a Procuradoria Geral do Estado, o Fórum, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), o Shopping Pantanal, a Assembleia Legislativa (ALMT) e outros órgãos.
Além da renovação da frota, o Ligeirinho também faz parte do aplicativo “Meu Ônibus MTU”, disponível para Android e iOS, que permite acompanhar em tempo real a localização dos veículos. A iniciativa, liderada pela Adjunta de Patrimônio e Serviços da Seplag, tem como objetivo tornar o deslocamento mais prático, eficiente e previsível.
O aplicativo utiliza o GPS do smartphone e requer conexão com a internet. Assim que é aberto, ele mostra no mapa a localização atual do usuário e os pontos de ônibus mais próximos. Ao clicar no ponto desejado, exibe a previsão de chegada dos próximos ônibus. É possível, ainda, marcar pontos como “Favoritos”, facilitando o acesso às paradas mais utilizadas.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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