MATO GROSSO

Servidores do TRE-MT participam de capacitação sobre linguagem simples

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Os servidores da área administrativa da Justiça Eleitoral de Mato Grosso receberam uma capacitação em linguagem simples nesta quarta e quinta-feira (13 e 14.10). A oficina foi ministrada por duas servidoras do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT) por meio do laboratório de inovação, o InovajusMT. A capacitação atende à Recomendação nº 144/2023 e o Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).  

“Esse é um passo importante que nós como servidores da sociedade e da democracia precisamos dar. Essa é uma medida que serve para todos os cidadãos, assim podemos alcançar todos os grupos de eleitores e ainda ter uma comunicação acessível e assertiva. Inovação é muito mais que tecnologia, é mudar processos”, destacou o juiz auxiliar da Presidência e coordenador do Agora Quando?! Lab, Aristeu Dias Batista Vilella, que esteve à frente da parceria entre os Tribunais. 

As aulas foram ministradas pelas servidoras Josiane Regina Dalmagro, jornalista e assessora de projetos de inovação no laboratório, e por Janaína dos Santos Taques, técnica judiciária, gestora administrativa de projetos de inovação e graduada em Letras. Além da turma composta por servidores da área administrativa do Tribunal, uma outra turma deve participar do curso em dezembro, desta vez da área judiciária. Ao todo, cerca de 60 servidores serão capacitados. 

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A analista judiciária e assistente de sustentabilidade e acessibilidade do TRE-MT, Grace Gasparoto, participou das oficinas. “O judiciário está entendendo que precisa aplicar a linguagem simples a fim de se fazer entender melhor pelo cidadão e dessa forma, prestar um serviço verdadeiramente acessível, pois o uso da linguagem culta e de termos jurídicos, muito comum em tribunais, é restrito a um universo menor de pessoas. Essa iniciativa demonstra que compartilhamos a vontade de mudar e simplificar a comunicação do judiciário”, destacou a laborista. 

Gasparoto lembrou que o Tribunal tem atuado com linguagem simples nos editais de licitação pública, citando como exemplo o edital para o descarte de materiais recicláveis. “A previsão é implementar de forma gradativa a linguagem simples em desenvolvimento de protótipos e produtos, como minutas de decisões, editais e despachos”.

A ação pedagógica conta com atividades de elaboração de peças judiciais e administrativas em linguagem simples. A formação foi encabeçada pelo AgoraQuando!? Lab,  laboratório de inovação do TRE-MT. 

Texto por: Maryelle Campos (Supervisão Daniel Dino) 

#DescriçãodaImagem: A fotografia mostra o juiz auxiliar da Presidência, Aristeu Dias Batista Vilella, em frente a projeção da oficina e quatro servidores de costa que estão a atividade.

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Fonte: TRE – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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