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SES capacita cirurgiões-dentistas para atendimento especializado à pessoa com deficiência

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) promoveu, esta semana, capacitação para os cirurgiões-dentistas que fazem atendimento especializado à pessoa com deficiência na Região Sul do Estado. O curso tem o objetivo de aprimorar os serviços de odontologia ofertados via Sistema Único de Saúde (SUS).

A capacitação ocorreu entre os dias 16 e 20 de outubro, em Primavera do Leste. O curso é realizado pela Escola de Saúde Pública de Mato Grosso (ESP-MT), em parceria com o Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais (Ceope) e a Coordenadoria de Saúde Bucal da SES.

Esta é a quarta capacitação realizada neste ano. A primeira ocorreu em fevereiro deste ano na Baixada Cuiabana; a segunda foi realizada na cidade de Água Boa e atendeu toda a região Macro Leste; e a terceira aconteceu em Sinop e capacitou os profissionais da Região Teles Pires. No total, já foram qualificados, até o momento, 60 profissionais da odontologia que atuam na rede. Neste período, os profissionais atenderam aproximadamente 100 pacientes durante as aulas práticas; os pacientes foram inseridos na rede do SUS.

Para esta quarta capacitação, foram selecionados 15 profissionais que atuam na Região Sul. Outras seis turmas do curso devem ser abertas no próximo ano, contemplando todas as regiões do estado de Mato Grosso.

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Durante o curso, os alunos tiveram a parte teórica na Secretaria Municipal de Saúde, onde foram abordados assuntos como: lei brasileira de inclusão, evolução conceitual da Pessoa com Deficiência, terminologia, conceitos e classificação das deficiências, Classificação Internacional de Doenças (CID), Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), principais deficiências e alterações fisiopatológicas e humanização do atendimento odontológico.

Nas aulas práticas os profissionais aprenderam experienciação de contenção e imobilização protetiva e prontuário odontológico, além de realizarem atividade de educação em saúde na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Primavera do Leste. Por fim, os alunos fizeram atendimento aos pacientes com deficiência na sede do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) do município, onde praticaram, desde a anamnese, passando pela avaliação dos exames laboratoriais, planejamento em equipe, definição das condutas clínicas até concluírem o atendimento com os procedimentos necessários.

A diretora da Escola de Saúde Pública (ESP-MT), Silvia Tomaz, destaca a importância de os profissionais se qualificarem para ofertarem um serviço de acordo com as particularidades de cada paciente. “A escola tem buscado o que há de mais moderno na qualificação para que, não só os dentistas, mas também outros profissionais ofertam um serviço eficiente aos pacientes”, diz.

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O Ceope é referência no estado no atendimento de pessoas com deficiência. Para a diretora da unidade especializada, Martha Maria Aquilino, é imprescindível que os serviços sejam descentralizados e que os profissionais que atuam na rede municipal de saúde estejam qualificados para isso.

“O Ceope atende pacientes de todo o estado e realizar essa capacitação vai de encontro a descentralização dos nossos serviços porque a pessoa com deficiência vai poder contar que no seu município terá um profissional especializado para atender conforme a sua necessidade. Então, ele não vai precisar se descolar quilômetros para vir até Cuiabá, na nossa unidade, para um atendimento que agora poderá ser feito no seu município de residência”, pontua Martha

A coordenadora de Saúde Bucal da SES, Andrea Vrech Coelho, conta que a gestão está empenhada na melhoria dos serviços em todo o estado de Mato Grosso. “Nosso objetivo é que a rede de odontologia pública no estado funcione como foi projetada e funcione com qualidade, em especial os atendimentos voltados para as pessoas com deficiência, que mais carecem de um atendimento especializado”, afirma Andrea.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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