A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) realizou a terceira oficina de Análise de Indicadores de Saúde, nesta quarta e quinta-feira (10 e 11.12), no Hotel Fazenda Mato Grosso. O encontro reuniu 110 servidores das áreas técnicas da Secretaria e dos 16 Escritórios Regionais de Saúde do Estado.
“A iniciativa visa a Implementação de Monitoramento e Avaliação da Situação de Saúde da População Mato-grossense e reforça o compromisso da Secretaria em aprimorar a gestão regional e apoiar os municípios na tomada de decisões baseada em evidências”, destacou a secretária adjunta Executiva da SES, Kelluby Oliveira.
Segundo a Superintendente de Gestão Regional da SES, Siriana Maria da Silva, a ação teve o objetivo de fortalecer a capacidade técnica das regionais na análise crítica e integrada.
“Os indicadores de saúde constituem instrumentos fundamentais para o planejamento, monitoramento e avaliação das ações e serviços ofertados no SUS [Sistema Único de Saúde]”, afirmou.
Os facilitadores Ageo Cândido, Mara Fagundes, Marco Bertúlio e Noemi Galvão conduziram a oficina fazendo a “Contextualização do Processo Vivenciado nos anos de 2024 e 2025”, e realizando atividades técnicas e práticas. Também foram realizadas atividades por macrorregiões de saúde, com apresentação e discussão dos trabalhos.
“O processo de monitoramento e avaliação qualifica a tomada de decisão, aprimora a gestão dos serviços e contribui para a melhoria dos indicadores de saúde nas macrorregiões. Por isso, a continuidade dessas capacitações é estratégica para consolidar práticas avaliativas em todas as regionais do estado”, avaliou a superintendente.
Foram aprofundados os estudos dos indicadores de processo, integrando informações das esferas federal, estadual e municipal, com ênfase na utilização dos dados para o planejamento e a tomada de decisão em saúde pública.
Os participantes receberão certificados emitidos pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), por meio de projeto de extensão do Núcleo de Desenvolvimento em Saúde (NDS).
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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