As unidades especializadas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) ofertam, entre terça-feira e quinta-feira (20 a 22.02), diversos atendimentos aos moradores de Primavera do Leste por meio do projeto “Ir para Incluir”. Entre os serviços disponibilizados, estão coleta de sangue, avaliação para concessão de cadeiras de rodas ou outros meios de locomoção e orientação de saúde bucal à Pessoa com Deficiência (PCD).
Os serviços serão ofertados das 7h às 11h e das 13h às 17h na região central do município: Avenida São João, número 30, ao lado do Centro de Especialidades Médicas Oswaldo Cruz. Para o atendimento, é necessário documento oficial com foto (RG ou CNH), CPF e Cartão do Sistema Único de Saúde (SUS).
“A nossa proposta com o projeto ‘Ir para Incluir’ é levar os serviços da SES ao usuário do SUS que está no interior do Estado. Queremos incluí-lo e promover o acesso à nossa cartela de serviços especializados. Assim, fazemos um trabalho itinerante com eficiência e inclusão”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Durante os três dias de atendimento, a carreta do MT Hemocentro estará estacionada nas proximidades do Centro de Especialidades. Na unidade móvel, será feita a coleta de sangue de doadores voluntários.
O Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais (Ceope) realizará a orientação e supervisão do atendimento odontológico às pessoas com deficiência previamente agendadas. Já o Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac) realizará a análise para futura concessão de cadeira de rodas ou outros meios de locomoção.
Conforme o secretário adjunto de Unidades Especializadas da SES, Luiz Antônio Ferreira, a expectativa é de que sejam atendidas mais de 200 pessoas durante os três dias de atendimento no município.
“Somente em 2023, percorremos sete municípios e atendemos cerca de 2,5 mil pessoas. Nossa proposta é ampliar esse número para incluir todos que precisam de atendimento especializado”, afirma o secretário.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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