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Startups apoiadas pelo Fapemat recebem prêmios por propostas de tecnologias na Semana de Inovação de Mato Grosso

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Empresas startups, apoiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), conquistaram prêmios por suas propostas de negócios na área de tecnologia na Semana de Inovação de Mato Grosso.

O evento realizado na Centro de Eventos da Faculdade de Tecnologia do Senai, que começou na última segunda-feira (02.09) e terminou nesta quinta (05.09), trouxe palestras, workshops, oficinas e proporcionou networking e diversas oportunidades de negócios para os fundadores desses negócios.

Startup é um termo para designar empresas recém-criadas em torno da um ideia inovadora na área de tecnologia.

Um dos destaques da programação foi o Pitch Day, competição organizada pelos Agentes de Inovação, onde startups apresentaram suas ideias e soluções inovadoras a uma banca de especialistas.

A competição deste ano registrou a inscrição de 22 startups, das quais 10 foram selecionadas para a etapa semifinal. No último dia do evento, cinco finalistas subiram ao palco principal para apresentar seus pitches. Três startups, que representaram diferentes regiões e áreas de atuação, se destacaram e foram premiadas por suas propostas inovadoras.

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Em primeiro lugar, a startup AtendoCare, apoiada pela Fapemat, ganhou R$ 5 mil. A empresa apresentou uma solução voltada para a gestão de cuidados de idosos.

A Startup Delivery da Construção, também apoiada pela Fapemat, conquistou o segundo lugar e foi premiada com R$ 2 mil. Sua plataforma facilita a cotação e entrega de materiais de construção para otimizar o processo logístico no setor.

Em terceiro lugar, com R$ 1 mil, ficou a Sentinela Web3, uma solução inovadora voltada para a gestão de carteiras de criptoativos.

As startups AtendoCare e Delivery da Construção foram criadas com a ajuda do Programa Centelha, uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com a Fapemat, que dá uma bolsa para a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora.

O evento contou com o apoio de instituições do cenário da inovação, como a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e Inovação (Seciteci), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do FARMUN.

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Fonte: Governo MT – MT

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Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

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O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

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A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

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Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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