MATO GROSSO

Transporte ágil do Ciopaer possibilita transplante de rim a paciente de Juara

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Rotineiramente, as equipes que atuam no Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), percorrem os céus de Mato Grosso para desenvolver ações que ultrapassam trabalhos policiais e auxiliam no socorro à vida dos mato-grossenses. O caminho aéreo, além de ser mais rápido, proporciona mais conforto e melhor atendimento aos pacientes.

Somente no primeiro trimestre deste ano, o Ciopaer foi responsável por 20 atendimentos aeromédicos. Foram 11 transportes de pacientes para tratamento, dois para transplantes e sete transportes de vacinas e insumos hospitalares.

A atuação mais recente da equipe, em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), garantiu que Helena Rodrigues Saldanha, de 31 anos, chegasse a tempo de realizar sua tão aguardada cirurgia de transplante de rim, em São Paulo.

Helena é moradora de Juara (709 km a médio-norte de Cuiabá) e fazia hemodiálise há quatro anos, e há cerca de um ano aguardava por um transplante de rim. A tão aguardada notícia sobre a doação de um rim compatível chegou no início da manhã do último sábado (01.04), por volta das 6h. No entanto, o desafio era chegar em São Paulo até às 18h daquele mesmo dia.

Segundo o marido da paciente, Rafael da Silva Soares, de 25 anos, a agilidade do Ciopaer foi essencial para garantir a realização do transplante renal.

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“A Saúde Municipal de Juara nos comunicou logo cedo, mas tínhamos que estar até por volta das 18 horas em São Paulo. De Jauru fomos de ambulância até Cáceres e de lá seguimos viagem no avião do Ciopaer para São Paulo, onde chegamos por volta das 17 horas. Se não fosse o transporte aéreo feito pelo Ciopar não teria dado tempo de realizar a cirurgia”, conta Rafael.

O coordenador do Centro Integrado de Operações Aéreas, tenente-coronel Ernesto Xavier de Lima Júnior, destaca que, assim que o Ciopaer foi acionado, as equipes responsáveis iniciaram o planejamento da ação.

“De forma ágil e com grande rapidez, a tripulação decolou rumo à cidade de Cáceres, para buscar a paciente. As aeronaves nos permitem prestar esse atendimento à sociedade, com um transporte rápido de pacientes para outro município ou Estado, para um transplante ou outro cuidado médico necessário”, observa.

Conforme Rafael, após conseguirem chegar em São Paulo com o apoio do Ciopaer, o transplante foi realizado com sucesso. “Helena está se recuperando, está bem e bastante confiante de que logo retornaremos para casa e encontraremos nossa filha, de 10 anos, que ficou com parentes. Somos muitos gratos a todos pelo que fizeram pela minha mulher, pela minha família”, diz.

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Ainda segundo o marido, além da ansiedade para voltar para casa, agora a esperança é de que levem uma vida normal. “Foi uma grande vitória, pois minha esposa fazia hemodiálise três vezes por semana. Se não fosse o excelente trabalho da Secretaria de Saúde do Estado, do município de Juara e do Ciopaer, nós não teríamos conseguido. Agora ela vai poder ter uma vida normal”, comemora.

O tenente-coronel Lima Júnior reforça que, além do apoio em atendimentos médicos , o Ciopaer também auxilia em operações de resgate e distribuição de insumos.

“Nos resgastes são empregados helicópteros, que, de forma ágil, chegam em locais de difícil acesso. Da mesma forma prestamos suporte aéreo para a distribuição de insumos para o interior do nosso Estado, especialmente onde há dificuldade de acesso por vias terrestre”, acrescenta.

No primeiro trimeste deste ano, o Ciopaer realizou 367 atendimentos, totalizando 648,9 horas voadas. No período foram 194 os apoios ocorrências policiais, operações integradas e patrulhamento aéreo e patrulhamento aéreo; 24 resgates, busca e salvamento e combate a incêndio; e 68 fiscalizações ambientais, transporte aeromédico e de servidores.

Já os sete transportes aeromédicos de vacina resultaram na entrega de 300 mil doses de vacinas contra a Covid-19, Influenza, entre outras doenças, e em 35.721 km voados.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Mato Grosso pratica menor alíquota de ICMS do país; preço dos combustíveis é resultado de fatores de mercado

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Mato Grosso pratica a menor alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do país sobre o etanol hidratado. No estado, a alíquota é de 10,5%, enquanto nos demais estados a carga tributária varia entre 12% e 22%.

O preço dos combustíveis pago pelo cidadão é influenciado por diversos fatores da cadeia produtiva, que vão desde o valor do petróleo no mercado internacional até os custos de distribuição, revenda e a incidência de tributos federais e estaduais, que variam conforme o produto.

Entre os benefícios concedidos na cadeia de combustíveis, destaca-se o setor de aviação, que conta com redução da base de cálculo do ICMS sobre o querosene de aviação (QAV), resultando em carga tributária entre 2,72% e 7%, com finalidade de fomentar a aviação regional, conforme critérios previstos na legislação.

Também recebem incentivos o gás natural (GNV), com carga reduzida de 2%, e o etanol anidro produzido no estado, que conta com abatimento de R$ 0,23 por litro no valor do ICMS devido.

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Apesar de compor o preço final, o tributo estadual é apenas um dos elementos do valor pago pelo consumidor. Entre os principais fatores que influenciam o preço estão o custo de produção ou importação do combustível, a política de preços das refinarias, além das despesas com transporte, armazenamento e a margem de lucro de distribuidores e postos revendedores.

Além disso, também há incidência de tributos federais, como PIS/Cofins, que integram a composição do preço.

A forma de tributação também influencia essa composição. Para combustíveis como gasolina, etanol anidro, diesel, biodiesel e gás liquefeito de petróleo (GLP), o ICMS segue o modelo ad rem, definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com valor fixo em reais por litro. Nesses casos, o imposto é recolhido uma única vez na cadeia, geralmente na etapa de produção ou importação.

Já para o querosene de aviação (QAV), o etanol hidratado e o gás natural (GNV e GNL), a tributação é sobre o valor do produto. Nesses casos, o cálculo do ICMS utiliza o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), apurado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz), que reflete os preços efetivamente praticados no mercado.

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Assim, quando há redução nos preços ao consumidor, o PMPF também diminui, resultando em menor base de cálculo do ICMS e, consequentemente, em menor valor de imposto a ser recolhido. Da mesma forma, aumentos nos preços praticados levam à elevação do indicador.

Fonte: Governo MT – MT

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