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TRE-MT e CRC-MT buscam agilizar análise de prestação de contas eleitorais e partidárias

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Diálogo e cooperação marcaram a primeira reunião de alinhamento deste ano realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), entre profissionais de Contabilidade, advocacia e integrantes da Assessoria de Exames de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) do Tribunal. O encontro, realizado nesta terça-feira (16.09), teve o objetivo de abrir caminho para procedimentos mais ágeis, uniformes e transparentes na análise das prestações de contas. 

 

Segundo o assessor de Exames de Contas Eleitorais e Partidárias do TRE-MT, Jorge Yoshiro Kimura, as prestações de contas são etapas essenciais da Justiça Eleitoral, exigindo análise detalhada de documentos, movimentações financeiras e utilização de sistemas específicos, como o Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE) e o Sistema de Prestação de Contas Anual (SPCA). 

 

“Trata-se de um processo complexo e minucioso, que tem como objetivo assegurar a correta aplicação de recursos públicos, como o Fundo Partidário e o FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), além de verificar a regularidade da arrecadação e dos gastos de candidatos e partidos”, explica o assessor. 

 

Durante a reunião, os participantes discutiram formas de dar mais agilidade à tramitação dos processos, hoje totalmente digitais, evitando entendimentos divergentes e reduzindo o retrabalho entre contadores(as), advogados(as) e examinadores(as) do TRE-MT.  

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A uniformização de procedimentos foi apontada como medida central para aumentar a eficiência das análises. O presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Mato Grosso (CRC-MT), Aloísio Rodrigues da Silva, ressaltou a importância do trabalho integrado. “A valorização da classe é nosso principal objetivo, então, estamos abertos a esse diálogo com o TRE-MT para intensificar a capacitação dos profissionais da Contabilidade nessa área de prestação de contas e alinharmos os procedimentos”.  

 

Outro ponto acordado foi a realização de reuniões periódicas, com a próxima já marcada para outubro de 2025. Além disso, estabeleceu-se a manutenção de um canal permanente de comunicação entre a Asepa e os membros da comissão do CRC-MT, a fim de tratar de questões específicas, sempre que necessário.  

 

O coordenador da Comissão de Estudos Técnicos de Contabilidade Eleitoral do CRC-MT, Walter Klaus Rieger, destacou que a parceria com o TRE-MT visa evitar retrabalho e possíveis problemas. “A Contabilidade Eleitoral e Partidária já é uma realidade, passando a ser matéria de grade curricular nas universidades, e isso vem a dirimir uma série de discussões desnecessárias que, muitas vezes, surgem em um processo de análise de prestação de contas. Essa sinergia com o Tribunal é fundamental para evitarmos situações como essas”. 

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Para o TRE-MT, a iniciativa reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com a transparência, eficiência e segurança jurídica, pilares fundamentais para a credibilidade do processo democrático. 

 

Também participaram do encontro, os assistentes da Asepa, Francione Souza Paes de Barros e José Mário Guedes Miguez Filho; o vice-coordenador da Comissão de Estudos Técnicos de Contabilidade Eleitoral do CRC-MT, Renan de Almeida Garcia; o contador e advogado Marcos Andrade; a contadora Raquel Heloisa da Silva; e o contador e advogado Diogo Azevedo Moura. 

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem principal mostra um grupo de pessoas reunidas em torno de uma mesa de reuniões. Elas estão em discussão, em ambiente formal, sugerindo um encontro institucional ou de trabalho colaborativo. Ao final do texto, tem mais imagens da reunião, em diferentes ângulos.

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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