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TRE-MT e Senac ofertarão cursos na área digital para pessoas com deficiência

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) está desenvolvendo um projeto de capacitação digital voltado a pessoas com deficiência (PCDs), por meio da Corregedoria Regional Eleitoral (CRE), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) Mato Grosso. Os detalhes foram abordados em reunião, nesta segunda-feira (24.02), na sede do Tribunal, em Cuiabá.

A ideia, segundo a vice-presidente e corregedora regional eleitoral, desembargadora Serly Marcondes Alves, é oferecer cursos que promovam a inclusão digital a este público. “Fizemos uma busca ativa em nosso Cadastro Eleitoral e tivemos retorno de aproximadamente 100 pessoas com deficiência. A maioria nos informou a necessidade de aprender conteúdos relacionados à informática e tecnologia. Será um projeto pioneiro no país, viabilizado graças à parceria com o Senac. Com isso, o TRE-MT cumpre, mais uma vez, com seu papel social, que vai além de atender à população e realizar eleição”, ressaltou.

No primeiro momento, o curso será ministrado para uma turma de 15 pessoas, com previsão de início na primeira quinzena de abril deste ano. Posteriormente, há possibilidade de abrir uma nova turma, de acordo com a demanda. As aulas serão ministradas duas vezes por semana, totalizando 80 horas.

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O diretor regional do Senac Mato Grosso, Edson Dahmer, explicou que a capacitação visa atender a um apelo social. “As pessoas com deficiência apresentaram suas necessidades, então, elas precisam dessa colaboração e desse desenvolvimento profissional. O Tribunal Regional Eleitoral já tem um grande trabalho para atendimento desse público, nas eleições, e agora vem essa vertente de ajuda de qualificação profissional para que eles possam se tornar economicamente ativos e possam trabalhar em empresas do comércio, melhorar sua renda, sua vida como um todo”.

Livro comemorativo

Também foi tratada na reunião a parceria firmada para editoração e impressão de um livro comemorativo dos 25 anos do Colégio de Corregedores Eleitorais do Brasil (CCORELB). “A ideia foi do desembargador Fernando Wolff Bodziak, que me antecedeu na presidência do Colégio, a qual acatei de imediato e dei encaminhamento. O Senac Mato Grosso atendeu nosso pedido para contarmos essa história. Me sinto honrada por ter sido presidente do Colégio Corregedores e acho importante mostrar a identidade do estado de Mato Grosso na construção deste sistema da Corregedoria dentro do sistema jurídico e contando com a parceria do Senac”, destacou a corregedora regional eleitoral, desembargadora Serly Marcondes Alves.

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A produção literária já está pronta e agora está na fase final de diagramação. “Esse projeto foi construído com a participação tanto da equipe técnica do Tribunal quanto da equipe técnica do Senac. A nossa presidência validou e a gente já colocou esse projeto em execução, então ele vai contar toda essa história do Colégio de Corregedores e a parceria contempla a produção do livro e impressão desses exemplares para posterior distribuição”, contou o diretor regional do Senac Mato Grosso, Edson Dahmer.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto principal que mostra participantes da reunião, quatro homens e três mulheres, sentados em cadeiras em volta de uma grande mesa. No corpo do texto, tem outra foto na qual os mesmos participantes estão de pé, um ao lado do outro, e sorriem.

Fonte: TRE – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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