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TRE-MT entra em contagem regressiva para organização e planejamento das Eleições 2026

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) entrou em contagem regressiva na organização e planejamento das Eleições 2026. A instituição promoveu, nesta quinta-feira (7) pela manhã, a primeira reunião de planejamento do pleito do próximo ano, que abre o ciclo preparatório para estruturação do Plano Integrado das Eleições (PIE) 2026. O encontro reuniu, no Plenário da Justiça Eleitoral no Estado, gestores de várias áreas envolvidas como assessores, secretários e coordenadores em torno do alinhamento das demandas para consolidar as diretrizes do PIE 2026. 

Cerca de 50 pessoas participaram da reunião, que apresentou no telão o panorama para a elaboração do PIE: o que é, sua estruturação e fases de acompanhamento (pré-eleição, campanha eleitoral, votação e pós-eleição); o trabalho das unidades (gestora ou responsável); ações e tarefas no plano; o funcionamento do Sistema de Gestão de Planos (SGPLAN); aprendizados e sugestões para 2026; requisitos para alcançar o selo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e gestão de crise. As apresentações foram feitas pelo assistente de Processos Organizacionais da Assessoria de Gestão Estratégica (AGE), Gabriel Fernandes dos Santos, e pelo coordenador de Auditoria Interna do TRE-MT, Daniel Ribeiro Taurines. 

O PIE é um instrumento que coordena as ações de todas as unidades do TRE-MT no contexto eleitoral e cuja elaboração exige o comprometimento institucional de todas as áreas envolvidas. A reunião representa um primeiro passo para a elaboração da edição 2026 do plano, tendo em vista que o objetivo é aprovar esse planejamento um ano antes das eleições.  

O juiz auxiliar da Presidência do TRE-MT, Luís Aparecido Bortolussi Júnior, defendeu que o momento é trazer a experiência do passado, dos acertos e das dificuldades encontradas nas eleições anteriores, para tirar boas lições, rever ações e corrigir posturas, caso seja necessário, ou mesmo manter caminhos e estratégias que deram certo. De acordo com o magistrado, o PIE 2026  é o melhor caminho para executar o trabalho de maneira positiva, evitando intempéries, que porventura tenham ocorridas na eleição anterior.  

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“Por isso, esse plano estratégico não é engessado, ele não é fixo, é passível de alterações na medida em que vamos avançando nos trabalhos, porque vão surgindo as necessidades, em situações que possam exigir essa adaptação do programa. Ele é fundamental para que saibamos aonde queremos chegar. O papel da Justiça Eleitoral é fazer o seu trabalho com independência, com lisura, e com transparência. Pois teremos uma eleição desafiadora, uma vez que a polarização e os ânimos no período em que antecede a eleição, são fatos que a gente já está acostumado a enfrentar. Isso é a democracia. Nosso papel é trabalhar com isenção”, pontuou. 

Eleição: o maior evento 

Na análise do diretor-geral do TRE-MT, Mauro Sérgio Rodrigues Diogo, uma eleição não se faz no ano da eleição, pois exige planejamento em todos os aspectos, especialmente nas partes orçamentária, em capacitação e em logística.  

“A logística é a maior do estado de Mato Grosso. Não tem nenhum evento no Estado que seja maior do que as eleições. Então, a gente tem que trabalhar desde agora. Temos que checar a tomada de uma sala de aula, porque a urna eletrônica é ligada em uma tomada. A gente tem que ver a questão de acesso, das condições das estradas, de locação de veículos. Uma série de coisas. A alimentação para mais de 30 mil mesários, locação de aeronaves e parcerias com as Polícias Militar e Federal, por exemplo”, relacionou. 

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Próximos passos 

De acordo Gabriel Soares dos Santos, o próximo passo é o encaminhamento de um link (com acesso ao sistema) que deverá ser acessado pelos gestores para instrumentalizar a produção do PIE 2026. As unidades têm até o dia 22 de agosto para o preenchimento das informações no sistema SGPLAN e da planilha de gestão de riscos.  

“A unidade vai observar as ações da eleição passada, vai verificar a legislação vigente, se precisa excluir uma atividade, se ela não faz mais sentido, ou se precisa adicionar nova atividade. O preenchimento vai atualizar os dados, porque todo o planejamento precisa de dados para ser para ser executado, para ser monitorado”, explicou. 

O passo seguinte é a compilação, editoração e diagramação do PIE 2026, sob a responsabilidade da AGE, até o dia 5 de setembro. A fase final é o envio do documento pela Diretoria Geral à Presidência TRE-MT, que por sua vez colocará o plano para análise e avaliação do Pleno da instituição. A expectativa é que em 3 de outubro de 2026, exatamente 12 meses antes da eleição, o PIE esteja aprovado e publicado. 

Jornalista Anderson Pinho 

#PraTodosVerem – A imagem mostra uma apresentação realizada no Plenário do TRE-MT com várias pessoas sentadas em poltronas vermelhas, assistindo à explanação do juiz auxiliar da Presidência do TRE-MT, segurando ao microfone, tendo o diretor-geral do lado direito da foto e o assistente do lado esquerdo. Duas telas exibem a mesma apresentação, com o título “Vamos construir juntos o PDI 2026? Conte com a Gente!”. Ao fundo, há uma mesa de autoridades e bandeiras posicionadas ao lado esquerdo. O ambiente é bem-iluminado e tem painéis acústicos vermelhos nas paredes laterais. 

 

Fonte: TRE – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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