O governador Mauro Mendes afirmou que o esforço conjunto entre Governo, profissionais da Educação e estudantes vai levar a Educação em Mato Grosso a estar “entre as cinco melhores do país”.
Mauro participou da abertura da Semana Pedagógica, na noite desta terça-feira (21.01), no Ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá.
O evento reuniu milhares de profissionais da educação de todo o estado para uma semana de planejamento, oficinas e palestras voltadas ao retorno às aulas, em fevereiro.
“Tenho muito orgulho do trabalho que vocês, profissionais da Educação, estão fazendo. E é por isso que esse ano, 2025, não podemos aceitar menos. Temos capacidade, temos competência, temos trabalho e já mostramos que estamos no caminho correto. Nós vamos chegar entre os cinco melhores estados do país em Educação. Tenho absoluta convicção que isso é possível”, pontuou.
Para o governador, uma prova de que é possível alcançar a marca está no fato de Mato Grosso ter saltado de 22º para o 8º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) – um dos maiores avanços entre os estados.
“Meus colegas professores, professoras, diretores, diretoras, coordenadoras, venho agradecer. Agradecer o empenho de cada um na condução das nossas unidades. Ainda há muito a fazer. Mas eu sei que vocês percebem que nós estamos colocando essa educação no rumo certo. Estamos criando oportunidades de crescimento e fazendo importantes investimentos. A Educação está sendo reconhecida e valorizada”, relatou.
De acordo com Mauro Mendes, além do melhorias na área pedagógica, com gratificação por resultado aos profissionais, o Governo também tem feito investimentos históricos na infraestrutura escolar, desde construção e reforma de escolas, a equipar as salas de aula com notebooks, chromebooks, TVs Smart, aulas de robótica e material didático de primeira linha, além de fornecer uniforme e kit escolar completo.
“O maior orgulho que eu vou levar é o que eu prometi aos meus filhos: eu disse a eles que eu ia trabalhar muito para que eu pudesse dar aos filhos da educação pública uma escola parecida, melhor ou igual, a que eu dei a eles pagando numa escola particular. Sei que nós temos muitos desafios, mas eu sei também que hoje nós temos algumas das nossas escolas públicas iguais ou melhores do que muitas ou a maioria das escolas particulares”, finalizou.
O vice-governador Otaviano Pivetta destacou que a Educação no estado entrou no caminho certo.
“Os investimentos que estamos fazendo tem mudado a realidade da população ao proporcionar uma oportunidade de ter uma vida melhor, por meio do estudo. E os nossos professores e profissionais da educação estão de parabéns, porque estão se dedicando muito”, frisou.
Também participaram do evento: a deputada federal Gisela Simona; o deputado estadual Xuxu Dal Molin e o secretário de Estado de Educação, Alan Porto.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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