O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023 atestou a melhoria no desempenho do Ensino Médio nas escolas públicas de Mato Grosso, que tiveram o segundo maior avanço de todo o país e ocupam a 8ª posição no ranking nacional.
As escolas de Mato Grosso com os 10 melhores desempenho alcançaram ou superaram a meta nacional de 5,2. Entre essas escolas, as Estaduais Tiradentes são maioria, ocupando seis dos 10 primeiros lugares.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta semana.
O resultado do Ideb leva em consideração o desempenho dos estudantes nas provas de português e matemática do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), aplicadas a cada dois anos, e as taxas de aprovação escolar.
Em Mato Grosso, estão no topo do ranking do Ensino Médio nas escolas estaduais: as Escolas Militares Tiradentes 2º sargento PM Claudemir Franca Maciel, de Sinop, que obteve 5,9 no Ideb 2023, e Cabo PM Israel Wesley Prado de Almeida, de Juara, com 5,7.
As Escolas Militares Tiradentes Coronel PM Celso Henrique Souza Barbosa, de Nova Mutum, e Cabo Antônio Dilceu da Silva Amaral, de Sorriso, bem como a Escola Estadual La Salle, de Rondonópolis, alcançaram o índice de 5,5.
A Escola Estadual Militar Tiradentes Soldado PM Adriana Morais Ramos, de Lucas do Rio Verde, obteve nota 5,4.
Já a Escola Estadual Militar Tiradentes de Cuiabá, e as Escolas Estaduais Antônio Ometto, de Matupá, Professor João Batista, e a Escola Estadual Militar Tiradentes 1º Tenente PM Salomão Fernandes Ferreira Piovesan, as duas de Tangará da Serra, alcançaram o índice de 5,2.
Confira abaixo o ranking completo das escolas estaduais.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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