MATO GROSSO

Viabilizada pelo governador, obras da 1ª Ferrovia Estadual iniciam na segunda-feira (07.11)

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Viabilizada após intensa articulação do governador Mauro Mendes, a 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso terá as obras iniciadas na próxima segunda-feira (07.11), em Rondonópolis.

O evento que marca o início das obras será realizado a partir das 8h da mesma data, no terminal ferroviário da cidade. Serão construídos 730 quilômetros de trilhos, em dois ramais, um ligando Rondonópolis até Cuiabá e outro ligando Rondonópolis até Lucas do Rio Verde, se conectando à malha ferroviária nacional até o Porto de Santos (SP).

A ferrovia é um sonho antigo dos mato-grossenses, mas só conseguiu viabilidade em 2021, quando o Governo do Estado estudou os marcos legais necessários e o governador alinhou uma lei para aprovação na Assembleia Legislativa, criando segurança jurídica para a construção do empreendimento, bem como um acordo junto aos indígenas Bororo, que residem nas proximidades.

Diretor jurídico da empresa Rumo, que ganhou o edital para construir o modal, Valter Pedrosa afirmou que as soluções costuradas pelo governador são “pioneiras” e mostram o empenho em prol da ferrovia, que irá trazer desenvolvimento e empregos para Mato Grosso.

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Ele ressaltou que nenhum outro estado do país conseguiu viabilizar uma ferrovia estadual.

“Temos outros exemplos de investimentos que estão travados porque não foi possível alcançar um acordo como esse. O Estado assumiu um papel relevante de viabilizar o investimento”, disse.

A previsão é de que a Rumo invista mais de R$ 11,2 bilhões na ferrovia, recursos totalmente privados, que irão gerar 186 mil empregos diretos e indiretos, impactando 27 municípios na margem do traçado previsto.

Além disso, de acordo com o governador, a ferrovia não só vai auxiliar no escoamento dos grãos, como impulsionar o comércio e a indústria, pois haverá mais uma alternativa para o transporte de produtos, barateando o frete.

“No ritmo que Mato Grosso está crescendo a sua produção, sem uma ferrovia iríamos entupir as rodovias, prejudicando o tráfego, a qualidade do asfalto, e aumentando a poluição. A ferrovia vai aliviar esse fluxo com um impacto ambiental muito menor. Essa obra vai tornar Mato Grosso ainda mais atrativo para as empresas se instalarem e criarem mais empregos, e isso inclusive já está acontecendo”, destacou.

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Início das obras

A primeira etapa das obras será a construção de um viaduto ferroviário, no local onde está projetado o km 8 da nova ferrovia, que será uma transposição sobre a Rodovia BR-163, administrada pela concessionária Rota Oeste.

A conclusão do viaduto sobre a BR-163, que está situado na saída do terminal de Rondonópolis, é fundamental para facilitar a logística das obras da linha férrea.

O primeiro levantamento prevê 22 pontes, 21 viadutos, 5 passagens inferiores e um túnel com quase 2 quilômetros de extensão. A estimativa é que todo o trajeto seja concluído até 2028.

Uma vez implantada a ferrovia, a Rumo fica autorizada a explorar o modal pelo prazo de 45 anos, sendo que a infraestrutura ferroviária poderá ser compartilhada pela empresa vencedora com outra empresa de transporte ferroviário que venha a prestar serviços no Estado.

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Médicos do Hospital Municipal de Cuiabá denunciam atraso salarial e cobram repasses da Prefeitura

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Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.

Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.

De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.

Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.

Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.

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A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.

Fonte: Redação

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