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A marca e o sopro

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“Isso vai estar em mim pra sempre, como uma marca, então já era doutor, vou pra cima! “. Um menino que assumiu matar pelo comando vermelho me disse isso na delegacia de polícia. Queria dizer coisas para ele, mas a vida não para, infelizmente, já que ela é tão rara. Resolvi escrever já que o papel aceita recortes e paralisa um pouco a vida, quando escrevemos com raízes. Queria dizer para ele que nada nos define, ou melhor, tudo nos define! Nada separadamente nos conduz a nenhuma espécie de fatalidade imperiosa. Há alguma coisa que escapa ao passado. E eu juro para você menino, existe algo no presente e no futuro que escapa à fatalidade. Sim! Eu sei que os que estudaram o ser humano profundamente disseram das marcas da infância, mas a relação entre o anterior e o que segue é uma relação de integração, uma relação da parte com o todo. Mesmo que eles queiram, e consigam às vezes, nada está fixado. A gente não é traçado definitivamente por um ato. O ser humano não é um ato isolado, não é um erro, não é uma filiação. Há sempre espaço para reconstrução, para reinvenção. Nenhuma experiência que vivemos permanece atuando de forma intacta na gente; ela é sempre revisitada e transformada pelo caminho da nossa vida. Mire e veja, menino, não estou dizendo que o presente suprime o passando, mas que tudo contribui para seu ser. Como disse Hegel, conservar transformando. Menino, leve em consideração tais possibilidades, preste viva atenção aos estranhos mitos da alma, observe o que acontece com você, esteja em concordância ou não com os pressupostos teóricos defendido por eles. O lado mítico do homem encontra-se hoje frequentemente frustrado. O homem não sabe mais fabular. E com isso perde muito. Para o coração e para a alma, essa atividade é como um sopro vital — um gesto que cura, que acalma, que devolve sentido ao sentir. Vai pra cima, menino *Emanuel Filartiga Escalante Ribeiro é promotor de Justiça em Mato Grosso.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP lamenta falecimento de desembargador, pai de procurador

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) manifesta profundo pesar pelo falecimento do desembargador aposentado José Augusto de Souza, pai do procurador de Justiça Adriano Augusto Streicher de Souza, ocorrido nesta segunda-feira, 15 de junho.
Magistrado de trajetória exemplar, José Augusto de Souza dedicou mais de três décadas à Justiça, construindo uma carreira marcada pelo compromisso com o serviço público, pela ética e por relevantes contribuições ao fortalecimento do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul. Ao longo de sua atuação, exerceu funções de destaque, inclusive a presidência do Tribunal de Justiça daquele Estado, deixando um legado de modernização e fortalecimento institucional.
O velório será realizado nesta terça-feira, 16 de junho, no saguão do Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).
O procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, lamentou a perda e destacou: “O MPMT se solidariza especialmente com o secretário-geral da instituição, procurador de Justiça Adriano Augusto Streicher de Souza, bem como com todos os familiares e amigos neste momento de dor”.
Histórico – José Augusto de Souza ingressou na magistratura em 1975, na comarca de Nova Andradina, como único candidato aprovado no concurso realizado à época. Em 1979, foi promovido, por merecimento, para a 3ª Vara Cível de Dourados. Em 1983, novamente por merecimento, assumiu a titularidade da 7ª Vara Cível de Campo Grande. Em 1987, foi promovido a desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
No biênio 1995/1996, exerceu a função de vice-presidente do TJMS. Posteriormente, presidiu o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul no biênio 1999/2000. Entre 2001 e 2002, esteve à frente da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado, período marcado por avanços estruturais e institucionais relevantes.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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