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Atuação extrajudicial em Cidadania é tema de reunião entre MPF e MPMT

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A atuação na esfera extrajudicial na área da Cidadania foi o tema central de uma reunião de trabalho entre o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, na manhã desta quinta-feira (9), na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá. O procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena, foi recebido na capital mato-grossense pelo subprocurador-geral de Justiça Jurídico e Institucional do MPMT, Deosdete Cruz Júnior, e se reuniu com os promotores de Justiça coordenadores dos Centros de Apoio Operacional (CAOs). 

“Quero aqui enaltecer o quanto o procurador federal Carlos Alberto Vilhena é acessível, participativo, preocupado com a pauta nacional do Ministério Público e engajado na integração dos ramos do Ministério Público. Dizer que ele tem potencial imenso de fazer muito pela sociedade e que precisamos de pessoas assim, com visão horizontal de Ministério Público, de relação com poderes e instituições. Por outro lado, consignar que temos aqui promotores de Justiça dedicados à causa dos Direitos Humanos nas mais diversas áreas e que o MPMT se sente honrado em somar com o MPF”, declarou Deosdete Cruz Júnior na abertura do encontro. 

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Carlos Alberto Vilhena afirmou ser uma alegria estar no MPMT e passar a manhã conversando sobre cidadania. O procurador contou que a ideia da reunião de trabalho é aproximar a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) do MPMT, além de conhecer as atividades, estruturas e funcionamento dos CAOs que trabalham com Cidadania. 

“Nós sabemos que quando tratamos de direitos do cidadão, no âmbito extrajudicial, podemos transitar livremente. Apenas no momento da judicialização eventual de algum tipo de problema é que que a gente vai buscar quem é o Ministério Público competente para poder interpor ou propor aquela ação judicial. E no âmbito da Cidadania nós temos que procurar fazer com que o Brasil tenha, em todos os seus Estados e no Distrito Federal, a mesma qualidade de respeito e de garantia dos direitos de cada cidadão e de cada cidadã. Nós não podemos permitir que os cidadãos não tenham seus direitos constitucionais, em especial, respeitados naquela unidade federativa”, afirmou Carlos Alberto Vilhena. 

Conforme o procurador federal, hoje, mais do que nunca, o Ministério Público brasileiro precisa trabalhar em prol da população brasileira, especialmente daquela que tem mais vulnerabilidade. “Dentro da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão nós temos alguns temas prioritários. E com foco nesses temas vamos aproximar a PFDC dos Centros de Apoio Operacional do MPMT. É uma alegria estar aqui, poder fazer essa conexão, buscando transformações sociais positivas para toda a nossa gente”, assegurou. 

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Participam do encontro os coordenadores dos CAOs de Defesa dos Direitos Humanos, Diversidade e Segurança Alimentar; Educação; Estudos de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e Gênero Feminino; Idoso; da Infância e da Juventude; Criminal e da Execução Penal; Júri; Pessoa com Deficiência; Meio Ambiente Urbano e Assuntos Fundiários; e Saúde.
 

Fonte: MP MT

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PM acusado de matar esposa em Cuiabá vai a júri popular

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A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, acusado de matar a esposa, G.D.S., em maio de 2025, em Cuiabá. Na sentença de pronúncia, o Juízo da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher considerou haver provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o réu seja submetido ao julgamento pelos jurados. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 15ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá – Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, sob responsabilidade da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra. O MPMT imputou ao acusado a prática do crime de feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, com causas de aumento de pena e circunstância qualificadora que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a denúncia, no dia 25 de maio de 2025, por volta das 16h40, o acusado efetuou disparos de arma de fogo contra a esposa dentro da residência do casal, localizada no Bairro Praeiro, em Cuiabá. A vítima morreu em decorrência dos ferimentos causados pelos tiros. Conforme a acusação, o crime foi cometido na presença dos filhos do casal, então com três e cinco anos de idade.Na decisão, destacou-se que a materialidade do crime está comprovada por laudos periciais, entre eles o exame de necropsia, que apontou que a vítima morreu em decorrência de choque hemorrágico provocado por disparos de arma de fogo que atingiram órgãos vitais. O laudo de confronto balístico também confirmou que os projéteis encontrados foram disparados pela pistola funcional acautelada ao acusado. Durante a instrução processual, testemunhas relataram que o acusado deixou o local após os disparos levando os filhos para a casa dos avós paternos. Em juízo, o próprio réu admitiu ter efetuado os disparos contra a esposa, alegando que passava por forte perturbação emocional e problemas psiquiátricos. A defesa buscou a absolvição sumária sob o argumento de inimputabilidade por doença mental. No entanto, um laudo psiquiátrico concluiu que o acusado apresentava Transtorno Psicótico Não Especificado (CID-10 F29) e possuía capacidade de entendimento parcialmente preservada, sendo enquadrado na condição de semi-imputável. Diante disso, a Justiça afastou o pedido de absolvição sumária, entendendo que a questão deverá ser apreciada pelo Tribunal do Júri.Ao pronunciar o réu, a Justiça manteve todas as circunstâncias descritas na denúncia do Ministério Público, incluindo o feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, a condição de a vítima ser mãe de crianças, a suposta prática do crime na presença dos descendentes e o emprego de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima. Também foi mantida a prisão preventiva do acusado, que está preso desde a conversão do flagrante em prisão preventiva, ocorrida logo após o crime. Com a pronúncia, o processo seguirá para a fase de preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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