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Batidas em postes já deixaram mais de 155 mil imóveis sem energia em MT

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Mais um dado chama a atenção para a violência no trânsito em Mato Grosso. Somente neste ano, mais de 155 mil imóveis no estado ficaram sem energia por causa de batidas em postes. Os números são da concessionária de energia do estado, parceira da campanha realizada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso “No trânsito, respeite a vida. A sua e a dos outros”.

Segundo a concessionária, ao todo foram 430 ocorrências. Mais de 63% dos acidentes foram registrados em áreas rurais no estado, a maioria concentrada na região de Sinop, que registrou 84 casos, afetando cerca de 16.300 clientes só no campo.

Além do risco à vida, essas ocorrências geram um efeito em cadeia. “Vemos carros, caminhões e maquinários agrícolas atingindo postes. Logicamente quanto maior o veículo, mais risco de danos existem. “Então nós precisamos ter muita atenção no campo e na cidade”, explica o coordenador de Saúde e Segurança da Energisa Mato Grosso, Heitor Ragalci Galdino.

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De acordo com Heitor, a orientação quando ocorre acidente envolvendo postes de energia é que todos permaneçam dentro do veículo, sem tocar nas partes metálicas, aguardando a chegada de uma equipe especializada da distribuidora, que irá realizar todos os procedimentos necessários com a máxima segurança. 

Campanha – O Ministério Público do Estado de Mato Grosso e parceiros encerram nesta quarta-feira (31) a programação alusiva à campanha de prevenção e enfrentamento à violência no trânsito. Foram 30 dias de discussões sobre a temática, por meio de entrevistas semanais divulgadas na rádio CBN Cuiabá, e de divulgação maciça de orientações para sensibilização da sociedade sobre a importância da promoção da cultura de paz.

Entre as orientações para evitar acidentes, principalmente no campo, estão:

– Quando for descarregar alguma carga próxima a uma rede elétrica, verifique antes se a caçamba do caminhão irá pegar nessa rede;
– Quando for subir em capotas ou carrocerias, olhe atentamente se há algum fio próximo;
– Na lavoura, verifique se a barra do pulverizador ou o cano da colheitadeira está abaixada antes de passar por uma rede elétrica;
– Não faça queimadas próximas das redes;
– Use equipamentos adequados para eletrificar cercas e sinalize-a a cada cem metros. De preferência, contrate um eletricista qualificado;
– Deixe intervalos entre as cercas de arames localizadas sob a rede elétrica.
– Não toque em animais que levaram choque;
– Vistorie com frequência as instalações elétricas da sua propriedade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Parceria leva jogo educativo sobre violência às escolas

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) firmou, nesta terça-feira (9), parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para fortalecer ações de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher, por meio da difusão do jogo educativo “Quebrando o Ciclo, Salvando Vidas” nas escolas do estado.O projeto já conta com a atuação do MPMT, que viabilizou a produção dos primeiros exemplares e articulou a apresentação da ferramenta ao presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, em encontro com o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, e com a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Violência Doméstica e Estudos de Gênero, procuradora de Justiça Elisamara Portela.A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à informação e promover a conscientização de crianças, adolescentes e adultos sobre a Lei Maria da Penha, os diferentes tipos de violência e os caminhos para a prevenção e ruptura de ciclos de agressão. Desenvolvido pelo subtenente Mariano Neto de Souza, da Polícia Militar de Mato Grosso, o jogo utiliza metodologia lúdica e interativa.Para dar escala à iniciativa, Sérgio Ricardo anunciou que vai sugerir a adoção do projeto em todo o estado. “Vamos sugerir a adoção dessa ferramenta para os estudantes, para levar conhecimento sobre o que é a Lei Maria da Penha, o que é a violência contra a mulher, como se combate, como se previne e o que fazer quando a violência chega.”Durante a agenda, a procuradora de Justiça também destacou outras ações de enfrentamento ao feminicídio. “Hoje percebemos o entusiasmo do presidente com o projeto. O Tribunal vem desenvolvendo um trabalho extremamente relevante sobre esse tema, principalmente após a homologação da auditoria que desenhou o cenário do combate à violência doméstica, e por isso também percebeu a importância dessa ferramenta”, disse.Para as instituições, a iniciativa representa um avanço estratégico na promoção de políticas públicas voltadas à prevenção do feminicídio e à proteção das mulheres. O uso de recursos educativos inovadores amplia o alcance das ações institucionais e fortalece a cultura de enfrentamento à violência de gênero desde a formação cidadã.A parceria com o TCE-MT possibilitará a expansão do projeto em todo o estado, incluindo a capacitação de professores e a inserção da ferramenta em ambientes escolares e espaços da rede de assistência social.Histórias reais no tabuleiro – as cartas do jogo são baseadas em casos reais atendidos pelo subtenente, que atua na Patrulha Maria da Penha. A cada rodada, o jogador toma decisões diante de situações de violência doméstica e avança pelo tabuleiro conforme as escolhas que levam à proteção da vítima, como a busca por ajuda e por serviços de assistência.“É um jogo dinâmico que tem o objetivo de trazer as pessoas para a realidade dos fatos, envolvendo fatores de risco e de proteção que têm colaborado para que a mulher permaneça no ciclo da violência, entre na espiral da morte e acabe perdendo a sua vida”, explicou Mariano.Para a tenente-coronel Ludmila Eickhoff, coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha, o formato lúdico ajuda as pessoas a reconhecerem situações que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia. “Às vezes nós não percebemos a violência, a gente, de alguma forma, naturalizou aquela ação.”Além disso, o formato de jogo tem alcance especial entre o público mais jovem. “Estamos falando de crianças, de adolescentes, cidadãos ainda em formação. Muitas vezes, por meio do lúdico, se consegue fixar mais o conhecimento do que através dos livros, das disciplinas ou mesmo das lições dos professores”, afirmou Eickhoff.

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Com informações da assessoria de imprensa do TCE-MT
Fotos: Alair Riberio/TCE-MT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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