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Correição temática é aberta no MPMT com formalização de compromissos

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Com a assinatura de dois protocolos de intenções entre a Corregedoria Nacional do Ministério Público e o Ministério Público de Mato Grosso, referentes ao estabelecimento de ações e estratégias para o fortalecimento da atuação institucional na promoção do enfrentamento à violência doméstica e intrafamiliar contra as mulheres e na defesa e promoção da educação infantil, foi aberta oficialmente, nesta segunda-feira (31), a correição ordinária temática em Cuiabá. A solenidade foi realizada no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ).“Mato Grosso é o 16º estado correcionado. Já são 1.244 unidades correcionadas, sendo a imensa maioria Promotorias de Justiça, mas também alguns Centros de Apoio, Grupos de Atuação Especial e Núcleos de Enfrentamento à Violência Doméstica. E aqui nós estamos correcionando 49 unidades, dentre as quais 25 são presenciais e 24 na modalidade virtual. Então quero saudar os colegas aqui presentes, vejo que tem um número muito significativo, além daqueles que nos acompanham por videoconferência”, iniciou o corregedor nacional do Ministério Público, conselheiro Ângelo Fabiano Farias da Costa.O corregedor nacional explicou que antigamente as correições eram gerais e que o recorte temático teve início no biênio 2019-2021. “Para o nosso mandato, resolvemos instituir a temática de direitos fundamentais. A nossa ideia é verificar a qualidade da atuação do Ministério Público e, para isso, elegemos como prioridades centrais o combate à violência doméstica, a promoção da educação infantil e a proteção de crianças e adolescentes. E ainda, dentro desses temas, temos de forma transversal o enfrentamento à discriminação de raça e à violência contra a população LGBTQIAPN+, garantia da proteção de dados pessoais de cidadãos, entre outras”, explicou.Após explanar como serão os trabalhos até o dia 3 de abril, informar a agenda e repassar orientações gerais aos membros da instituição, o corregedor nacional advertiu que tem o compromisso de manter o Ministério Público brasileiro como uma instituição forte e atuante próximo à sociedade. “Buscarei sempre valorizar a instituição, assegurando que ela possua tanto deveres quanto direitos. No entanto, é igualmente necessário que a instituição se empenhe em cumprir o papel para o qual foi criada”, finalizou, desejando uma boa correição.O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Rodrigo Fonseca Costa, enalteceu a importância de uma diretiva nacional, bem como do intercâmbio entre as unidades do Ministério Público. “Em diversas áreas do conhecimento, todos os Ministérios Públicos apresentam iniciativas interessantes, embora alguns se destaquem em determinadas áreas. É muito mais eficiente buscar esse conhecimento, aprimorá-lo ou adaptá-lo a outras realidades, em vez de cada um criar o seu próprio e enfrentar dificuldades que outros já superaram”, argumentou o chefe do MPMT, defendendo a realização de visitas técnicas a outras unidades e até a possível formalização de consórcios entre os estados.Rodrigo Fonseca Costa enfatizou o comprometimento do MPMT com os direitos fundamentais e que a instituição está sempre aberta a ouvir, aprender, trocar informações e executar diretrizes nacionais. E defendeu a união das unidades do Ministério Público em busca de uma atuação resolutiva, com apoio da Corregedoria Nacional, para atendimento efetivo às demandas da sociedade.O corregedor-geral do MPMT, João Augusto Veras Gadelha, consignou que a “avaliação da qualidade dos serviços prestados pelos promotores e promotoras de Justiça, especialmente com relação à temática dos direitos fundamentais, possibilitará a ampliação da visão dos trabalhos realizados, dos pontos a serem aperfeiçoados e das experiências exitosas passíveis de multiplicação, proporcionando maior e melhor resposta social”. Por fim, apontou que, ao cumprirem com os seus deveres, os membros do MPMT estarão contribuindo para a defesa da ordem jurídica, do regime democrático, dos interesses sociais e individuais indisponíveis, fortalecendo ainda mais a instituição.A ouvidora nacional do Ministério Público, conselheira Ivana Lúcia Franco Cei, alertou que a correição é muito importante para o desenvolvimento dos trabalhos do Ministério Público e acentuou a interligação entre todas as áreas de atuação. Falou sobre a atuação da Ouvidoria Nacional das Mulheres e parabenizou a Corregedoria Nacional pela escolha de temas tão relevantes na atualidade. “Precisamos fazer diferente, assim como esse ciclo de debates, discutir seriamente esses temas. Afinal, quem está sofrendo é a população a qual nós constitucionalmente servimos”, anunciou.Também participaram da abertura da correição no MPMT a desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso Maria Erotides Kneip, o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso, Danilo Nunes Vasconcelos, o vice-presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso, Giovane Santin, o coordenador-geral da Corregedoria Nacional do Ministério Público, Rinaldo Reis Lima, o chefe de gabinete da Corregedoria Nacional, Mauricio Coentro Pais de Melo, o secretário-geral do MPMT, Adriano Augusto Streicher. a coordenadora de Correições e Inspeções da Corregedoria Nacional, Karina Soares Rocha, o coordenador disciplinar da Corregedoria Nacional, José Augusto de Souza Peres Filho, e o membro auxiliar da Ouvidoria Nacional do Ministério Público, Oswaldo D’albuquerque Lima Neto.Programação – Na terça-feira (1º), o corregedor nacional do Ministério Público, conselheiro Ângelo Fabiano Farias da Costa, e o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Rodrigo Fonseca, terão uma reunião com o governador Mauro Mendes para tratar de assuntos relacionados aos temas contemplados na correição e fortalecer a parceria entre o Ministério Público e o Executivo em prol dos direitos da sociedade mato-grossense.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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