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Denúncias no seletivo da Educação de VG são investigadas pelo MPMT

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande, instaurou de notícia de fato para apurar supostas irregularidades no processo seletivo da rede municipal de educação de Várzea Grande, após a veiculação de diversas reportagens que relataram falhas na convocação e na designação dos candidatos aprovados para as unidades escolares.Conforme as denúncias, foi constatada a ausência de comunicação oficial, indefinições sobre lotação, inconsistências no sistema online e risco de prejuízo ao início do ano letivo, previsto para o próximo dia 3 de fevereiro de 2026.Diante da gravidade das informações e da necessidade urgente de garantir regular funcionamento das escolas municipais, a promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello determinou a expedição de ofícios à prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, e ao secretário municipal de Educação, Igor da Cunha Gomes da Silva.Nos documentos, a promotora solicita esclarecimentos sobre as denúncias e requer informações detalhadas acerca das medidas adotadas pelo município para solucionar as falhas relatadas. Foi fixado prazo de 48 horas para apresentação de resposta.A promotora também determinou que o caso siga com tramitação urgente, considerando o risco de prejuízos às atividades escolares e aos profissionais aprovados no certame.“A integridade do processo seletivo e o início regular do ano letivo são prioridades absolutas. Diante de indícios consistentes de falhas na convocação e na designação dos aprovados, o Ministério Público age para garantir transparência, organização e respeito aos direitos dos candidatos e dos estudantes da rede municipal. A população precisa de respostas rápidas e eficazes, e é isso que estamos cobrando do Município”, destacou a promotora.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena réu a 48 anos por feminicídio e homicídio qualificado

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O Tribunal do Júri da Comarca de São José dos Quatro Marcos (315 km de Cuiabá) condenou, nesta quarta-feira (22), Millykovik de Almeida Pereira a 48 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado. O réu foi responsabilizado por duplo homicídio qualificado, sendo um deles reconhecido como feminicídio, cometido no contexto de violência doméstica e familiar, com emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas.O julgamento contou com a atuação do promotor de Justiça Jacques de Barros Lopes, que representou o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) durante a sessão plenária e sustentou a tese acusatória, defendendo o reconhecimento das qualificadoras descritas na denúncia.De acordo com a acusação, o crime ocorreu na madrugada do dia 26 de junho de 2025, por volta das 3h40, em uma residência localizada na Rua Fortaleza, nas imediações do Mini Estádio Municipal de São José dos Quatro Marcos. As vítimas foram Marielly Ferreira Campos, de 16 anos, companheira do réu, e Wallisson Rodrigo Scapin Gasques, de 25 anos.Conforme apurado nas investigações, o réu mantinha um relacionamento amoroso com a adolescente, mas tinha conhecimento de que ela também se envolvia afetivamente com a outra vítima, situação que já havia motivado desentendimentos anteriores. Na madrugada dos fatos, ao se dirigir até a residência onde Marielly se encontrava, Millykovik de Almeida Pereira flagrou a jovem e Wallisson juntos em um dos cômodos da casa.Dominado por intenso sentimento de raiva, ciúmes e inconformismo, o acusado empunhou uma faca e desferiu diversos golpes contra as duas vítimas. O Ministério Público sustentou que o ataque ocorreu de forma repentina, durante a madrugada, em ambiente fechado, impedindo qualquer possibilidade de defesa ou reação das vítimas.Durante o julgamento, os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo o feminicídio em razão da condição do sexo feminino da vítima Marielly, no contexto da violência doméstica e familiar, além do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa das vítimas.Diante da gravidade dos fatos, o Juiz Presidente fixou a pena em patamar elevado, determinando o cumprimento em regime fechado e a manutenção da prisão do réu.“Trata-se de uma condenação que reafirma o compromisso do sistema de Justiça com a proteção da vida das mulheres e com o enfrentamento à violência doméstica e familiar. Além disso, a pena aplicada reflete a gravidade dos fatos e a forma covarde como o crime foi cometido”, destacou o promotor de Justiça.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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