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Dois réus são condenados por morte de advogado em Primavera do Leste

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Após um julgamento de cerca de 11 horas pelo Tribunal do Júri da Comarca de Primavera do Leste (a 231 km de Cuiabá), dois réus foram condenados pelo homicídio qualificado de um advogado de 28 anos, ocorrido em uma avenida da cidade, em março de 2023. José Renato Cazanelli foi morto com um disparo de arma de fogo na cabeça. O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi cometido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.Jacir Damião foi condenado a 22 anos, cinco meses e 15 dias de reclusão, enquanto Vitor Hugo Vaz recebeu a pena de 21 anos, 10 meses e 15 dias. Ambos iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado e não poderão recorrer da sentença em liberdade.“O resultado do júri é uma resposta da Justiça ao crime que chocou Primavera do Leste. O caso ganhou grande repercussão pelo modo de execução do delito, pela brutalidade do ato e pelo fato de a vítima ser um jovem advogado, assassinado em plena avenida da cidade”, destacou a promotora de Justiça Tessaline Higuchi, que atuou em plenário.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, o crime foi cometido após uma discussão banal e de forma súbita. Jacir e Vitor Hugo, agindo em conjunto, mataram José Renato Cazanelli com um tiro na cabeça próximo a uma conveniência. A vítima estava acompanhada da namorada quando houve uma breve troca de palavras com os réus. Em seguida, Vitor Hugo provocou verbalmente a vítima, e Jacir atirou, rindo, sem que José Renato tivesse qualquer chance de reagir. Os dois homens fugiram em uma motocicleta, mas a ação foi registrada por câmeras de segurança.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 26 anos no primeiro julgamento de feminicídio em Vera

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O primeiro caso de feminicídio reconhecido como crime autônomo na cidade de Vera (458 km de Cuiabá) foi julgado nesta sexta-feira (24) pelo Tribunal do Júri da comarca. Francisco Edivan de Araújo da Silva foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira, Paulina Santana, cometido em razão da condição do sexo feminino e no contexto de violência doméstica.
O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado com o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Atuou em plenário o promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), réu e vítima mantinham um relacionamento amoroso conturbado, com idas e vindas, e, mesmo após o término, o acusado continuava frequentando a residência de Paulina. No dia do crime, ocorrido em junho de 2025, Francisco Edivan foi novamente até a casa da ex-companheira e a encontrou conversando com outro homem, situação que o desagradou. Ele ordenou que o rapaz deixasse o local, o que deu início a uma discussão com a vítima.
Em seguida, de forma súbita e inesperada, o acusado desferiu um golpe de arma branca na vítima, utilizando uma faca com lâmina de aproximadamente 30 centímetros, causando lesão gravíssima na região abdominal. Paulina chegou a ser socorrida por um vizinho e levada ao pronto-socorro do município, sendo posteriormente transferida para o Hospital Regional de Sinop. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu quatro dias após o ataque.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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