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“Em tudo quando olhei fiquei em parte”

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As coisas, as pessoas que vemos, olhamos, quase sempre ficam fora da gente. Leitora amiga, você já encheu seu coração de outro coração a ponto de doer. Quero dizer, você já teve lágrimas nos olhos, por lágrimas que não são “suas”, por algo que não é “seu”, que ocorreu “fora” de você. E por isso ficou triste. Não é tão ruim ficar triste às vezes.

Rubem Alves disse que a tristeza é para ser ensinada para fazer melhor ao coração. A tristeza é necessária para compor a nossa música própria. Uma coisa que pode bem marcar nossa humanidade, essa coisa de ser pessoa, é sentir a tristeza do outro, o coração do outro, o seu sentir. A falta disso perturba o olhar. Vemos um pouco apagado e temos muitos sentimentos atormentados.

Olho algo que está, à primeira vista, fora de mim. De repente, o que eu vejo, o que estava fora, vem para dentro de mim.

Um senhor me diz que estar com a neta é a melhor coisa da vida dele e, com os olhos cheios d’água, completa que não pôde fazer isso com sua filha. As lágrimas dele não têm nada comigo, mas meus olhos as veem, sou movido por algo irracional, recolho as lágrimas e imprevistamente aparecem nos meus olhos também.

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Ponho o outro dentro de mim. Não é algo que requer consciência e vontade.

O apóstolo Paulo escreveu que posso dar tudo o que tenho aos pobres, mas, se me faltar o amor, nada serei, porque posso dar com as mãos sem que o coração sinta. Ah!, leitor atento, a beleza enche os olhos d’água.

Nas mesmas Escrituras Sagradas em que Paulo escreveu, tem essa oração: “com a tristeza do rosto se faz melhor o coração”. Não sei o que quer dizer, mas aquele senhor me ajudou a entender melhor.

*Emanuel Filartiga é promotor de Justiça em Mato Grosso

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Casa de acolhimento recebe veículo com apoio do MPMT

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A 2ª Promotoria de Justiça Cível de Porto Alegre do Norte (1.144 km de Cuiabá) realizou, nesta terça-feira (09), a entrega de um veículo destinado à Associação de Acolhimento Cantinho da Esperança. O recurso foi viabilizado por meio do Banco de Projetos e Entidades (Bapre), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), um instrumento que permite a destinação de valores para iniciativas de relevante interesse social.A entrega simbólica das chaves marcou um momento de conquista para a instituição, que há anos apontava a necessidade de um novo automóvel para garantir melhores condições de transporte aos acolhidos. O veículo será utilizado no deslocamento para consultas médicas, atividades escolares, ações de lazer e compromissos diversos, assegurando mais segurança, conforto e eficiência no atendimento.De acordo com o promotor de Justiça Bricio Britzke, a iniciativa reforça o papel do Ministério Público na promoção de direitos fundamentais. “A destinação dos recursos via Bapre permitiu não apenas atender a uma demanda antiga da entidade, mas também ampliar a qualidade dos serviços prestados”, destacou.Para a diretora da Associação, Adriana Silva, o novo veículo representa mais do que um meio de transporte. “Hoje o nosso coração transborda de gratidão. É com imensa alegria que compartilhamos uma das maiores conquistas da história da nossa casa de acolhimento: a chegada do nosso carro novo! Quem acompanha a nossa rotina sabe que este veículo era um sonho antigo e uma necessidade urgente. Agora, esse sonho é realidade”.Para a compra do veículo, foram investidos R$ 155.999,00 via Bapre. A iniciativa integra um conjunto mais amplo de melhorias viabilizadas com o apoio do Ministério Público, incluindo reformas na estrutura física da casa de acolhimento, como a criação de brinquedoteca, revitalização de ambientes internos, aquisição de mobiliário, implantação de área de lazer com parque infantil e ações de jardinagem.Além do promotor, participaram da entrega a delegada de polícia Marcela Morisco, a conselheira tutelar Lindinalva, o vice-presidente da Associação de Acolhimento, Fábio Braga, a tesoureira Maria Lina, o assessor Luiz Vicensi e demais colaboradores e apoiadores da instituição.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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