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Emoção marca homenagem a Promotor de Justiça, em Vila Rica

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A tarde desta terça-feira, 8 de julho, foi marcada por forte emoção em Vila Rica (MT), a 1.300 km de Cuiabá, durante a homenagem póstuma ao promotor de Justiça Fernando Daher Rodrigues Ferreira. Falecido em agosto de 2013, aos 33 anos, vítima de um acidente de trânsito, Fernando agora eterniza sua memória no nome da Promotoria de Justiça da cidade, um reconhecimento do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) ao legado que deixou. Quase 13 anos após sua partida, a população de Vila Rica ainda o descreve como uma pessoa humana, preocupada com o próximo e dedicada à sua missão institucional.O auditório da Promotoria de Justiça ficou pequeno para acolher a quantidade de pessoas que fez questão de comparecer à solenidade. Familiares, membros do Ministério Público, integrantes das Polícias Civil e Militar, advogados, representantes do Executivo municipal e do Judiciário, amigos e servidores lotaram o espaço.Os pais do homenageado, que viajaram do interior de São Paulo, expressaram a importância do momento. “Essa homenagem belíssima representa tudo para nós. Foi muito bonito, emocionante. Eu sei que ele também está muito feliz, e nós também estamos. Só temos a agradecer ao Ministério Público por nos proporcionar viver isso. É muita gratidão. Que Deus abençoe o Fernando sempre, que ele esteja no bom caminho, com muita luz, paz e amor, e que ele possa estar sempre alegre, como ele sempre foi. Ele era muito alegre, muito dinâmico, ele era especial, só amor e muita gratidão por tudo”, declarou Sadia Daher Rodrigues Ferreira, mãe de Fernando.Com a voz embargada, Pedro Otávio Rodrigues Ferreira, pai de Fernando, disse não ter palavras para agradecer o carinho e atribuiu todo o reconhecimento ao trabalho humanizado do filho. “Penso que este reconhecimento é resultado do esforço do Fernando em procurar fazer o bem, com humildade, e não com autoridade. Ele sempre exerceu a profissão com o rigor da lei, mas sem esquecer a humildade de tratar o semelhante como ele gostaria de ser tratado. Não importa a quantidade de tempo que você vive, e sim a qualidade com que executa sua tarefa, sempre pensando no próximo. Acredito que, quando você executa essa tarefa, ela expande, vibra com uma força tão grande que se estende nas dimensões. Foi isso que vimos e encontramos aqui hoje”, afirmou.Legado de Humanidade e ProfissionalismoO corregedor-geral do MPMT, João Augusto Veras Gadelha, destacou que Fernando Daher foi um profissional dedicado, que unia seu conhecimento técnico-jurídico à sua visão humanística. “Que esta sede, agora sob seu nome, seja também um espaço de inspiração para todos aqueles que aqui atuam, iluminando o caminho de cada membro do Ministério Público que passar por esta comarca, lembrando-nos sempre que a verdadeira grandeza da função está em servir com ética, humanidade e firmeza”, pontuou.O promotor de Justiça Brício Britzke, de Porto Alegre do Norte, que conheceu Fernando Daher quando era estagiário do MPMT em Tangará da Serra, relembrou: “Nossas vidas se cruzaram ali. Doze anos depois, tive a oportunidade de estar aqui em Vila Rica e, para minha surpresa, ele tinha passado por aqui. Foi uma grande honra cruzar o caminho do Fernando e estar aqui hoje, com a família dele e o Ministério Público, prestando essa homenagem justa e merecida. Todas as pessoas com quem a gente conversa afirmam que ele deixou um legado como promotor de Justiça e, principalmente, como ser humano. O exemplo dele realmente arrasta vidas”.Para o coordenador das Promotorias de Justiça de Vila Rica, Raphael Henriqque de Sena Oliveira, a homenagem é motivo de “muita alegria e uma oportunidade de estar neste prédio que leva o nome de uma pessoa tão ilustre, que marcou a cidade. Isso aumenta ainda mais a nossa responsabilidade de continuar o legado do doutor Fernando”.A cerimônia reafirmou a importância da memória de Fernando Daher, cujo compromisso com a justiça e, sobretudo, com a dignidade humana, continua a inspirar aqueles que o conheceram e aqueles que agora atuam na Promotoria que leva seu nome.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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PM acusado de matar esposa em Cuiabá vai a júri popular

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A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, acusado de matar a esposa, G.D.S., em maio de 2025, em Cuiabá. Na sentença de pronúncia, o Juízo da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher considerou haver provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o réu seja submetido ao julgamento pelos jurados. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 15ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá – Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, sob responsabilidade da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra. O MPMT imputou ao acusado a prática do crime de feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, com causas de aumento de pena e circunstância qualificadora que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a denúncia, no dia 25 de maio de 2025, por volta das 16h40, o acusado efetuou disparos de arma de fogo contra a esposa dentro da residência do casal, localizada no Bairro Praeiro, em Cuiabá. A vítima morreu em decorrência dos ferimentos causados pelos tiros. Conforme a acusação, o crime foi cometido na presença dos filhos do casal, então com três e cinco anos de idade.Na decisão, destacou-se que a materialidade do crime está comprovada por laudos periciais, entre eles o exame de necropsia, que apontou que a vítima morreu em decorrência de choque hemorrágico provocado por disparos de arma de fogo que atingiram órgãos vitais. O laudo de confronto balístico também confirmou que os projéteis encontrados foram disparados pela pistola funcional acautelada ao acusado. Durante a instrução processual, testemunhas relataram que o acusado deixou o local após os disparos levando os filhos para a casa dos avós paternos. Em juízo, o próprio réu admitiu ter efetuado os disparos contra a esposa, alegando que passava por forte perturbação emocional e problemas psiquiátricos. A defesa buscou a absolvição sumária sob o argumento de inimputabilidade por doença mental. No entanto, um laudo psiquiátrico concluiu que o acusado apresentava Transtorno Psicótico Não Especificado (CID-10 F29) e possuía capacidade de entendimento parcialmente preservada, sendo enquadrado na condição de semi-imputável. Diante disso, a Justiça afastou o pedido de absolvição sumária, entendendo que a questão deverá ser apreciada pelo Tribunal do Júri.Ao pronunciar o réu, a Justiça manteve todas as circunstâncias descritas na denúncia do Ministério Público, incluindo o feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, a condição de a vítima ser mãe de crianças, a suposta prática do crime na presença dos descendentes e o emprego de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima. Também foi mantida a prisão preventiva do acusado, que está preso desde a conversão do flagrante em prisão preventiva, ocorrida logo após o crime. Com a pronúncia, o processo seguirá para a fase de preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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