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Evento propõe reflexões sobre educação como instrumento de prevenção

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Cerca de 90% da população mundial apresenta algum tipo de preconceito em relação à mulher. O índice, apresentado em um relatório elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), foi citado nesta quarta-feira (16), pelo coordenador dos Centros de Apoio Operacional (CAOs), promotor de Justiça Caio Marcio Loureiro, na abertura do seminário “Rota crítica da violência doméstica e familiar contra a mulher & Educação como caminho indispensável para prevenção”. O evento, realizado em Cuiabá, faz parte da programação desenvolvida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso alusiva ao movimento “Agosto Lilás”.

O promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro representou o procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Junior, e o coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, promotor de Justiça Antonio Sergio Cordeiro da Sociedade, na solenidade. Ambos estão em reunião institucional no município de Barra do Garças e não puderam participar das discussões.

O coordenador dos CAOs chamou a atenção sobre a nova visão do Direito e destacou a necessidade de estruturação dos instrumentos processuais para enfrentamento à violência de gênero. Ressaltou que “a maioria daqueles que compõe o sistema de justiça sequer sabem da existência de um protocolo para julgamento na perspectiva de gênero”, afirmou.

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Além de trazer considerações teóricas sobre a questão da igualdade, o protocolo apresenta um guia “para que os julgamentos que ocorrem nos diversos âmbitos da Justiça possam ser aqueles que realizem o direito à igualdade e à não discriminação de todas as pessoas, de modo que o exercício da função jurisdicional se dê de forma a concretizar um papel de não repetição de estereótipos, de não perpetuação de diferenças, constituindo-se um espaço de rompimento com culturas de discriminação e de preconceitos”, diz um trecho da apresentação da publicação realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Agosto Lilás – Na abertura do evento, a coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Violência Doméstica, promotora de Justiça Fernanda Pawelec Vasconcelos, enfatizou que o mês de agosto foi destinado, por meio do movimento Agosto Lilás, para a reflexão e planejamento das ações para enfrentamento à violência de gênero.

“Como em uma data de aniversário, é um mês que temos para refletir sobre o que temos feito e o que precisamos fazer para conseguirmos combater a violência doméstica. É um momento para refletirmos sobre o que podemos fazer para assegurar que a vítima seja fortalecida psicologicamente, fisicamente, no seio de sua família, na rede de apoio e também financeiramente”, observou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes

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O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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