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Gaeco de MT cumpre ordens judiciais em apoio a operação do MA

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, prestou apoio, nesta quarta-feira (09), à operação Hades, realizada pelo Gaeco do Maranhão. Foram cumpridos, em Primavera do Leste, mandados judiciais de busca e apreensão, sequestro e arresto.

As medidas judiciais são oriundas do Juízo da Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados de São Luís-MA. As investigações  apuram a prática de crimes de fraude fiscal e lavagem de dinheiro praticadas por uma organização criminosa e tem como finalidade a restituição ao erário no valor de R$ 305 milhões de reais.

 Foram cumpridos os mandados de busca e apreensão e de sequestro e arresto, além de Mato Grosso, em cidades como de Caxias, Peritoró e Miranda do Norte no Estado do Maranhão e cidades situadas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Segundo o Gaeco do Maranhão, a organização criminosa teria constituído empresas de “fachada” e adquirido álcool simulando que seriam utilizados no setor da indústria que tem tributação reduzida. Ocorre que o produto era destinado a postos de combustíveis que deveriam arcar com uma alíquota tributária bem acima da estipulada para a indústria causando grande perda de arrecadação aos Estados membros.

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Em Mato Grosso, os mandados judiciais foram cumpridos pelo Gaeco com apoio da Delegacia de Polícia de Primavera do Leste.

Foto Capa: Prefeitura de Primavera do Leste

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Justiça recebe denúncia e decreta prisão de acusados por homicídio

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A Vara Única de Alto Taquari (a 479 km de Cuiabá) recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e decretou a prisão preventiva de Jefferson Lima Pereira, Andréia Sabrina Lopez Silva, Alexsandro Vicente Bernazzoli e Alex Sandro Silva dos Santos, acusados de participação na morte de Carlos Henrique Silva Oliveira, ocorrida em novembro de 2025, no município. Segundo o MPMT, os investigados integravam uma organização criminosa com atuação estruturada e permanente na região.Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa com participação de adolescentes, homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de tortura e recurso que dificultou a defesa da vítima, ocultação de cadáver, corrupção de menores, fraude processual, posse irregular de munição de uso permitido e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.Ao acolher a denúncia, o juízo também atendeu ao pedido formulado pelo Ministério Público e decretou a prisão preventiva dos quatro acusados. Na decisão, foram reconhecidos indícios suficientes de autoria, a materialidade dos crimes e o risco concreto à ordem pública e à instrução criminal, considerando a gravidade dos fatos, a atuação coordenada do grupo e a extrema violência empregada contra a vítima. Os mandados de prisão foram inseridos no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).De acordo com as investigações, Carlos Henrique foi atraído a uma residência sob o pretexto de adquirir entorpecentes. No local, teria sido rendido, amarrado e levado para uma edícula nos fundos do imóvel, onde permaneceu sob o controle dos acusados. Conforme a denúncia, a vítima foi submetida a uma espécie de “tribunal do crime”, que durou cerca de uma hora e contou com a participação, por videochamada, de integrantes da organização criminosa.Entre os participantes estava um dos denunciados, que, segundo a apuração, se comunicava clandestinamente de dentro de uma unidade prisional. Ao término da reunião, teria sido autorizada a execução de Carlos Henrique.Ainda conforme a denúncia, o homicídio foi praticado com extrema crueldade. A vítima teve a orelha esquerda decepada e, posteriormente, foi morta por esgorjamento seguido de decapitação. Um vídeo da execução chegou a ser enviado aos familiares de Carlos Henrique. Após o crime, o corpo foi transportado e enterrado em uma área de mata, sendo localizado dias depois durante buscas realizadas pela Polícia Civil e pelo Corpo de Bombeiros Militar.

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Foto: Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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