Ministério Público MT

Linguagem lúdica atrai atenção de crianças sobre temas sensíveis

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“A comunidade se mobilizou e ficou encantada. Incrível como este tipo de abordagem toca fundo nos estudantes, muito mais do que palestras”. A declaração partiu da promotora de Justiça Luane Rodrigues Bomfim, após a conclusão da primeira rodada de apresentações do projeto “Prevenção Começa na Escola”, realizada nesta terça-feira (8) no município de Água Boa. Cerca de 400 crianças e adolescentes assistiram a apresentação realizada na Universidade Aberta do Brasil.

A apresentação teatral, segundo o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, tem por objetivo transmitir de maneira simples, direta e objetiva mensagens orientativas e preventivas sobre importantes temas vivenciados no ambiente escolar, como o bullying, assédio sexual, drogas, gravidez na adolescência, entre outros. “Levamos a mensagem de forma lúdica, para que o público efetivamente compreenda”, ressaltou.

Prado enfatizou ainda que os encontros têm contado com a participação maciça dos integrantes da Rede de Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente. Tem sido uma oportunidade extremamente importante para que delegados, promotores, juízes, prefeitos, conselheiros tutelares, assistentes sociais, entre outros profissionais, se apresentem aos alunos e reforcem a importância dos canais de denúncia”, explicou.

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Além de Água Boa, esta semana também foram realizadas apresentações nos municípios de São Félix do Araguaia e Paranatinga. Em ambos os municípios os eventos ocorreram nos períodos matutino e vespertino, com uma participação de aproximadamente 400 crianças e adolescentes em cada espetáculo.

Nos dias 21 e 22 deste mês, o projeto “Prevenção Começa na Escola” estará em Sapezal e Diamantino. Desde o início do mês de outubro, já foram realizadas apresentações em Vila Bela da Santíssima Trindade, Pontes e Lacerda, Jauru, Cáceres, Sinop, Colíder e Cláudia. “Em todos os municípios que passamos, os resultados foram excelentes. Já temos, inclusive, solicitação de novas apresentações no ano que vem”, ressaltou Paulo Prado.

Fonte: MP MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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