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Movimento pelo Clima realiza terceira corrida de rua com apoio do MPMT

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No próximo domingo (16) será realizada, em Várzea Grande, a terceira edição da corrida de rua Movimento pelo Clima, organizada pelo Instituto Centro de Vida, uma organização não-governamental que atua nos temas da transparência, governança ambiental e políticas públicas. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) é um dos apoiadores do evento. Cerca de 350 atletas são esperados para a prova.

A corrida é parte das comemorações pelo 32º aniversário da entidade e, estrategicamente, une conscientização sobre a emergência climática, o incentivo ao plantio de árvores e à prática de esportes ao ar livre. A prova terá percursos de 5 km e 10 km, com largada prevista para as 7h, na rotatória da Avenida Universitária, região do Chapéu do Sol, em Várzea Grande.

No período de 13 a 15 de abril, a organização da prova estará fazendo a entrega dos Kits da corrida no Piso 2 do Pantanal Shopping, no quiosque Ponto de Troca – em frente à C&A. Para retirar o kit, basta apresentar um documento com foto. Na quinta-feira (13) a retirada dos kits começa às 15h, já nos demais dias a partir das 10, indo até às 20h. As inscrições encerraram-se no dia 8 de abril.

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As mudanças climáticas representam um dos maiores desafios do nosso tempo. Por isso, o debate sobre elas se torna mais necessário a cada dia que passa. Se a ação humana é um dos principais agravantes deste cenário de temperaturas elevadas, o que podemos fazer para mitigar os seus efeitos?

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO – Durante a corrida, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso terá um espaço para divulgação da pesquisa lançada no início deste mês com o objetivo de coletar a opinião e as necessidades da sociedade para definição de prioridades e aprimoramento da atuação institucional, que devem nortear o Planejamento Estratégico Institucional (2024-2031)
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Tribunal do Júri condena autor de feminicídio e furto contra companheira

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O Tribunal do Júri da Comarca de Juscimeira (158 km de Cuiabá) condenou, nesta quarta-feira (22), Claudemir Ferreira dos Santos, conhecido como “Baiano”, a 16 anos de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de feminicídio e furto. O réu foi condenado pelo assassinato de Rosângela Oliveira da Silva, sua companheira, ocorrido no dia 1º de abril de 2024.O crime aconteceu na residência do casal, localizada no município de Juscimeira. De acordo com a acusação sustentada em plenário pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime foi praticado por motivo fútil, com emprego de meio cruel e por razões da condição de sexo feminino, em contexto de violência doméstica e familiar, o que caracterizou o feminicídio.Segundo consta nos autos, o casal mantinha relacionamento há aproximadamente dois anos e, no dia dos fatos, uma discussão motivada por ciúmes evoluiu para extrema violência. Durante o desentendimento, Claudemir desferiu pelo menos 11 golpes de faca contra Rosângela, deixando a arma cravada no pescoço da vítima, causando sofrimento intenso e levando-a à morte ainda no local. Conforme a denúncia, após o homicídio, o réu fugiu levando o veículo da vítima, um Fiat Cronos, além de um aparelho celular e um cartão bancário, configurando também o crime de furto.Durante a sessão de julgamento, a defesa apresentou teses de desclassificação do crime e de homicídio privilegiado, alegando domínio de violenta emoção após suposta injusta provocação da vítima em razão de uma suposta traição da vítima. Mesmo sendo o privilégio incompatível com o reconhecimento do feminicídio e das qualificadoras imputadas diante da vedação da tese da legítima defesa da honra pelo julgamento da ADPF 779, a defesa insistiu na formulação do quesito correspondente. Submetido à deliberação do Conselho de Sentença, o quesito foi rejeitado de forma absoluta, com votação unânime contrária, demonstrando que os jurados não acolheram qualquer argumento que pudesse atenuar a responsabilidade penal do acusado.O Conselho de Sentença reconheceu, por maioria, a materialidade e a autoria do homicídio qualificado, bem como todas as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público sendo, motivo fútil, meio cruel e feminicídio. Também foi reconhecida a prática do crime conexo de furto, igualmente com rejeição integral das teses absolutórias.Na sentença, o juiz presidente Alcindo Peres da Rosa fixou a pena definitiva em 16 anos de reclusão, somadas as penas do homicídio qualificado e do furto, além de 10 dias-multa, determinando o início do cumprimento em regime fechado. O magistrado também negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e autorizou a execução provisória imediata da pena, diante do quantum aplicado e da gravidade concreta dos crimes.A promotora de Justiça Cynthia Quaglio Gregorio Antunes destacou, ao longo da acusação, a importância do julgamento para a responsabilização de crimes praticados contra mulheres no âmbito doméstico, ressaltando que a condenação reforça o papel do MPMT na proteção da vida e na efetivação da política de enfrentamento à violência de gênero. O MPMT considerou ainda que, diante da brutalidade do crime, a pena não foi proporcional à culpabilidade do réu, e por isso recorreu da sentença para aumentar a pena.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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