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MPMT cobra ampliação do sistema socioeducativo em Cuiabá

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A ampliação de vagas e o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao atendimento de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas em Cuiabá foram debatidos em uma reunião na tarde desta quinta-feira (19), na sede das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude da capital. O encontro foi conduzido pelo procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Procuradoria Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, e pela promotora de Justiça Daniele Crema da Rocha de Souza, da 19ª Promotoria Cível – Infância e Juventude.
Participaram da reunião o promotor de Justiça Augusto Cesar Fuzaro, da 18ª Promotoria Cível – Infância e Juventude, o superintendente de Administração Socioeducativa, Jhonathan Vieira Santana, e a secretária-adjunta do Sistema Socioeducativo, Lenice Silva dos Santos Barbosa. Um dos principais pontos discutidos foi a ampliação da unidade masculina de Cuiabá, cuja obra está atrasada há mais de um ano. O MPMT cobrou da Secretaria de Estado de Justiça uma posição definitiva e medidas urgentes para conclusão da obra. Com a entrega do novo espaço, a capacidade de atendimento na Baixada Cuiabana será ampliada e permitirá reorganizar todo o fluxo de internações, especialmente para adolescentes de Cuiabá e Várzea Grande.A promotora de Justiça Daniele Crema reforçou a gravidade da situação enfrentada atualmente no sistema socioeducativo da capital e a urgência da inauguração da unidade masculina. Segundo ela, a situação é gravíssima. “Em Cuiabá, recebemos adolescentes do estado todo, e como não houve ampliação das vagas, atualmente os socioeducandos estão em um local provisório e inadequado. Além disso a falta de ampliação do espaço impede que novas vagas sejam ofertadas para adolescentes que cometeram atos infracionais graves. É um cenário caótico”, apontou. Conforme a promotora de Justiça, além da situação crítica, há um acordo judicial que foi descumprido. “O Estado se comprometeu a entregar a obra em dezembro de 2024, o que não ocorreu. Fomos vistoriar no fim do ano passado, e a obra estava inacabada. Retornamos em fevereiro e nada havia avançado. Por isso, o Ministério Público está cobrando da Secretaria de Justiça medidas imediatas e a inauguração urgente do Centro de Atendimento Socioeducativo masculino”, acrescentou. Durante a reunião, os representantes do Estado informaram ainda que a unidade feminina da Capital passará por reforma e que as obras das novas unidades socioeducativas de Tangará da Serra e Cáceres estão em fase de mobilização, ambas destinadas ao atendimento de adolescentes do sexo masculino. Outro tema abordado foi o fortalecimento dos projetos de ressocialização, com ênfase em cursos profissionalizantes que ampliem as oportunidades reais de inserção dos adolescentes no mercado de trabalho, tanto na capital quanto no interior. A preocupação com o recrutamento de jovens por facções criminosas também integrou a pauta e reforçou a necessidade de políticas articuladas de prevenção e proteção.A secretária-adjunta Lenice Silva dos Santos Barbosa destacou a importância da articulação interinstitucional e da continuidade das obras e programas. “A parceria com o Ministério Público é fundamental, porque a união de esforços certamente garante um futuro melhor para esses jovens”, afirmou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT cobra estudos sobre influência da UHE Manso na seca do Pantanal

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requereu à Justiça medidas para monitorar a influência da Usina Hidrelétrica (UHE) Manso sobre a vazão do Rio Cuiabá e o ciclo natural de inundação do Pantanal. O objetivo é garantir a execução de estudos previstos em acordo judicial e reunir informações técnicas que permitam avaliar os impactos da operação da usina sobre áreas alagáveis, como as baías de Chacororé e Siá Mariana.
Na manifestação apresentada à Vara Especializada do Meio Ambiente, o MPMT destaca que a operação do reservatório de Manso é um dos fatores que precisam ser analisados diante do agravamento da seca na região pantaneira. Estudos citados no processo indicam que a regulação da vazão do Rio Cuiabá pode interferir no ciclo natural de cheias e vazantes, fenômeno essencial para a manutenção dos ecossistemas do Pantanal.
O Ministério Público ressalta que a UHE Manso não é apontada como a única responsável pela redução dos níveis de água no bioma. No entanto, defende que sua operação deve ser avaliada em conjunto com outros fatores que afetam o equilíbrio hídrico da região, como assoreamento, intervenções em cursos d’água, alterações na paisagem e eventos climáticos extremos.
Entre os pedidos apresentados à Justiça está a cobrança para que o Estado de Mato Grosso e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) informem o andamento dos estudos previstos em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O documento prevê modelagens hidrológicas e hidrodinâmicas, definição de um hidrograma ecológico e simulações de cenários de liberação de vazão suplementar pela UHE Manso.
Segundo o MPMT, essas informações são fundamentais para definir estratégias voltadas à recuperação do pulso natural de inundação do Pantanal, processo responsável pela renovação dos ambientes aquáticos e pela manutenção da biodiversidade do bioma.
A manifestação também incorpora dados coletados durante a segunda etapa do Projeto Travessia Pantaneira, realizada em julho deste ano. Em audiências públicas, reuniões institucionais e diligências técnicas promovidas em comunidades pantaneiras, moradores, pescadores, ribeirinhos e quilombolas relataram dificuldades relacionadas à escassez de água e aos efeitos da estiagem prolongada.
Durante vistoria na Estrada-Parque Transpantaneira, integrantes do projeto identificaram áreas com ressecamento acentuado e alterações no fluxo natural das águas. O relatório técnico produzido pela equipe aponta a necessidade de aprofundar os estudos sobre os fatores que vêm influenciando a disponibilidade hídrica no Pantanal, incluindo a operação da UHE Manso.
Outro ponto destacado pelo Ministério Público é a previsão de um novo período de seca associado ao fenômeno El Niño. Diante desse cenário, a instituição defende medidas preventivas e maior agilidade na conclusão dos estudos para subsidiar decisões técnicas relacionadas à gestão dos recursos hídricos do Rio Cuiabá e à operação da usina.
O pedido também prevê a apresentação de dados atualizados sobre as vazões afluentes e defluentes da UHE Manso, o nível do reservatório e as condições do Rio Cuiabá, especialmente na região de Barão de Melgaço. Para o Ministério Público, essas informações são essenciais para avaliar os impactos da operação da usina e orientar ações voltadas à preservação do equilíbrio hídrico do Pantanal.
A manifestação é assinada pela procuradora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini de Souza, coordenadora do Projeto Travessia Pantaneira; pelos promotores de Justiça Joelson de Campos Maciel, titular das 15ª e 16ª Promotorias de Justiça Cíveis de Defesa do Meio Ambiente Natural da Capital; Henrique Schneider Neto, da 1ª Promotoria de Justiça de Santo Antônio de Leverger; Mario Anthero Silveira de Souza Bueno Schober, da 1ª Promotoria de Justiça de Poconé; Adalberto Ferreira de Souza Junior, da 2ª Promotoria de Justiça de Poconé; Liane Amélia Chaves, da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres; e Claudio Angelo Correa Gonzaga, da 1ª Promotoria de Justiça de Itiquira.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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