Ministério Público MT

MPMT lança cartilha com desenhos de alunos sobre violência doméstica

Publicado em

Mais de 40 desenhos feitos por estudantes da rede pública de ensino de Sorriso (a 420 km de Cuiabá), do 5º ao 8º ano, integram a cartilha “Sorriso contra a violência doméstica”. A publicação é uma iniciativa do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça Criminal do município, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação.
O material aborda temas como violência intrafamiliar contra a mulher, abuso sexual, medidas protetivas de urgência e canais de apoio da Rede de Atendimento. A proposta é levar informação, promovendo conscientização e orientações sobre como identificar e denunciar situações de violência.
Inicialmente lançada em versão digital, em 2024, a cartilha agora conta com edição impressa, com tiragem de três mil exemplares. Os desenhos que ilustram a publicação foram selecionados por meio de um concurso escolar. Os estudantes premiados receberam bolsas para cursos de inglês e informática, além de tablets e kits escolares.
De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Pawelec Vasconcelos, a qualidade dos trabalhos surpreendeu a comissão organizadora. “Os trabalhos estavam tão bons que decidimos ampliar a seleção para a cartilha, além dos desenhos que foram premiados”, afirmou.
Para a procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Estudos sobre Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino (CAOVD), a cartilha, Sorriso contra a violência doméstica”, constitui um instrumento fundamental para fomentar a reflexão crítica entre estudantes, profissionais da educação e a comunidade escolar. Segundo ela, o material aborda, de forma clara e acessível, temas relacionados à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher.
“O enfrentamento eficaz dessa realidade somente será possível com um esforço conjunto, contínuo e integrado. Apenas assim poderemos construir uma sociedade mais justa, segura e igualitária para todas as mulheres. Aproveito para incentivar os colegas de outras promotorias de Justiça a utilizarem essa cartilha em suas atuações, especialmente nas ações de educação em direitos, uma vez que se trata de uma produção institucional do Ministério Público de Mato Grosso”, afirmou a procuradora.
Como encerramento do projeto, será realizada uma noite de autógrafos com a participação dos alunos autores das ilustrações. “Além do conteúdo informativo, a cartilha traz a expressão artística de crianças e adolescentes sobre um tema tão sensível. Os desenhos são lindos e emocionantes”, completou a promotora.
A publicação será distribuída em escolas e espaços públicos do município.

Leia Também:  Lista de inscritos é divulgada

Acesse o canal do MPMT no WhatsApp!

Fonte: Ministério Público MT – MT

Advertisement

Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

Published

on

Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Leia Também:  Novos editais de remoção são divulgados

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA