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MPMT lança projeto “Por Elas e Por Nós” pela Não Violência

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio do Núcleo das Promotorias de Justiça de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital – Espaço Caliandra, realiza nesta quarta-feira (26.11), às 9h, na sede da Carvalima Transportes, a primeira palestra do projeto “Por Elas e Por Nós: Diálogo Masculino pela Não Violência”, marcando oficialmente seu lançamento.A ação integra a programação da campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, iniciada em 20 de novembro e que segue até 10 de dezembro.O objetivo é aproximar o MPMT das empresas de Cuiabá para promover conscientização, prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. “Essa violência não fica dentro de casa. Ela atravessa os muros e chega ao ambiente de trabalho, afetando a saúde mental, a produtividade, a convivência e a segurança dos trabalhadores. Precisamos dialogar com esse público, sobretudo o masculino”, destacou a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do projeto.A iniciativa parte da compreensão de que o ambiente laboral é um espaço estratégico para a promoção de valores de respeito, igualdade e proteção. Como local onde a maior parte da população adulta passa grande parte do dia, o trabalho se torna um ambiente potente para o diálogo e para a transformação de comportamentos, refletindo também nas relações pessoais e familiares.Nesta primeira fase, já estão previstas palestras em empresas de grande porte de diferentes segmentos sediadas em Cuiabá, como Carvalima Transportes, Nova Rota Oeste e Energisa. A Carvalima será a primeira instituição a receber a ação.Outras empresas interessadas em aderir ao projeto podem entrar em contato com a assessoria do gabinete da promotora de Justiça Claire Vogel, pelo telefone (65) 99604-0196.Serviço: Lançamento do projeto “Por Elas e Por Nós: Diálogo Masculino pela Não Violência”
Data: 26/11
Horário: 9h30
Local: Carvalima Transportes – Matriz (Cuiabá)
Com assessoria da Carvalima

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Júri condena quatro réus por execução ligada a facção

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O Tribunal do Júri de Sorriso condenou, nesta terça-feira (1º), Alison Antônio Silva Vieira, Max Matos de Sousa, Eduardo Vieira da Conceição e Willian da Silva Soares pelo assassinato de Maurício dos Santos Silva de Araújo, ocorrido em janeiro de 2024.Os quatro foram condenados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores. Alison, Max e Eduardo também foram condenados por integrarem organização criminosa. As penas aplicadas aos quatro réus somam 110 anos de prisão.Segundo a investigação, o crime ocorreu em contexto de atuação do Comando Vermelho (CV) e foi motivado pela suspeita de que Maurício pertencesse ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção rival. A desconfiança surgiu a partir de uma tatuagem no peito da vítima, interpretada pelos envolvidos como indicativo de ligação ao grupo adversário.A partir dessa suspeita, Max, Willian e um adolescente conduziram Maurício à força para uma quitinete. No local, a vítima foi dominada e amarrada, passando a ser interrogada e agredida. Eduardo chegou à quitinete, também interrogou Maurício sobre a suposta ligação com a facção rival e ajudou nas agressões.Na sequência, o grupo levou Maurício para um terreno baldio, onde Alison se juntou aos demais e realizou uma chamada de vídeo com outros integrantes da organização criminosa, enquanto a vítima continuava sendo interrogada sobre sua suposta vinculação ao PCC. Ainda amarrado os faccionados bateram com pedaço de madeira na cabeça de Maurício que veio a óbito. O exame pericial apontou traumatismo craniano provocado por ação contundente como causa da morte.Após o homicídio, o corpo foi transportado e lançado no Rio Lira, em Sorriso, com a finalidade de ocultá-lo. Na manhã seguinte, o cadáver foi localizado preso a galhadas. Maurício estava amordaçado e com os pés amarrados. O Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O motivo torpe decorreu do contexto de disputa entre facções criminosas e da suspeita de que Maurício pertencesse a um grupo rival. O meio cruel foi reconhecido em razão da sequência de submissão, interrogatórios e agressões imposta à vítima antes da morte. Já o recurso que dificultou a defesa decorreu das circunstâncias em que Maurício permaneceu amarrado, subjugado e em inferioridade diante do grupo.Os jurados também reconheceram os crimes de ocultação de cadáver, pelo lançamento do corpo no Rio Lira após o homicídio, e de corrupção de menores, em razão da participação de um adolescente na ação criminosa.Alison Antônio Silva Vieira foi condenado a 36 anos de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, organização criminosa e corrupção de menores.Max Matos de Sousa e Eduardo Vieira da Conceição foram condenados pelos mesmos crimes, cada um à pena de 25 anos e 10 meses de prisão.Willian da Silva Soares foi condenado a 22 anos e quatro meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores.Ao comentar o resultado do julgamento, o promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino destacou a importância do enfrentamento institucional às organizações criminosas. “Não vamos admitir que organizações criminosas imponham suas próprias leis, promovam julgamentos clandestinos e decidam quem pode viver ou morrer. O Estado não pode recuar diante das facções. O enfrentamento ao crime organizado será firme, permanente e dentro da lei”, declarou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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