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MPMT palestra sobre combate ao abuso e exploração sexual infantojuvenil

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Para chegar à comunidade ribeirinha São Lourenço, localizada na Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, representantes do Ministério Público do Estado de Mato Grosso e das polícias Judiciária Civil e Militar navegaram por aproximadamente uma hora pelas águas do Rio Guariba, na última sexta-feira (12). O motivo da visita foi levar informações e colher demandas dos moradores da comunidade, que fica cerca de 80km do distrito de Conselvan, em Aripuanã (a 1.002km de Cuiabá). 

A primeira atividade do dia consistiu em uma palestra na Escola Municipal Rural Trilha do Saber, sobre “Combate ao Abuso, à Exploração Sexual e à Violência contra Crianças e Adolescentes”. O promotor de Justiça Substituto William Johnny Chae falou aos alunos sobre o tema da campanha nacional “18 de Maio – Faça Bonito – Proteja nossas crianças e adolescentes”.

Na sequência, promoveu uma escuta social com os adultos para conhecer os problemas enfrentados pelos ribeirinhos, bem como ressaltar a necessidade de participação de todos (Estado, sociedade e família) para a proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes.

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Sobre a comunidade – Situada à margem direita do rio Guariba, a comunidade rural de São Lourenço foi fundada há mais de 50 anos e possui uma população de apenas 14 habitantes, pertencentes a duas famílias. No local, existem somente seis estruturas – duas residências, dois depósitos, um salão de festas e a Escola Municipal Trilha do Saber. O colégio possui 10 alunos, vindos de outras comunidades do entorno, e oferece do 1ª ao 4º ano do Ensino Fundamental. A economia é baseada no extrativismo – castanha, copaíba, látex e farinha são produzidos e vendidos nos mercados de Guariba e Colniza.

(Com informações da ONG WWF)

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Júri do caso Zampieri encerra segundo dia com interrogatórios

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O segundo dia de julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi encerrado na noite desta quarta-feira (30), após cerca de dez horas de sessão no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Os trabalhos foram marcados pelos interrogatórios dos réus e pela análise de pedidos apresentados pela defesa.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.Durante o interrogatório, Antônio Gomes da Silva confirmou ter recebido uma fotografia de Roberto Zampieri quando ainda estava em Belo Horizonte (MG). Em outro momento, questionado sobre o sentimento após o homicídio, respondeu que foi o de “missão cumprida”.Antônio ainda evitou, em depoimento, comentar sobre eventual participação do Coronel Caçadini e confirmou o envolvimento de Hedilerson.O segundo interrogatório foi o de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que negou participação no homicídio, apesar de reconhecer que a arma utilizada por Antônio era sua. Já o terceiro a ser interrogado foi Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – coronel Caçadini. Ele confirmou que conheceu Antônio Gomes da Silva em setembro de 2023, quando o contratou para realizar uma reforma em seu escritório.Caçadini ainda relatou manter relação próxima com o empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado nas investigações como um dos mandantes do crime. Conforme afirmou, os dois mantinham conversas frequentes.A defesa de Antônio Gomes da Silva requereu a suspensão do julgamento, com o desmembramento do processo em relação ao acusado e sua submissão a incidente de insanidade mental. Alternativamente, pediu que os jurados fossem chamados a deliberar, em quesitos específicos, sobre eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu. Os promotores de Justiça manifestaram-se contra os pedidos, que foram indeferidos pelo José Mauro Nagib Jorge.O julgamento será retomado na quinta-feira (1º), quando terão início os debates entre acusação e defesa perante o Conselho de Sentença, etapa que antecede a deliberação dos jurados e a definição do veredicto.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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