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MPMT promove articulação com rede de proteção para enfrentar ameaças

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Promotorias de Justiça de Mato Grosso estão promovendo, em todo o Estado, articulações com a rede de proteção à criança e adolescente para enfrentamento às ameaças de massacres em escolas públicas e particulares. Nos dois últimos dias, foram definidos fluxos de atendimento em Nova Mutum, Nobres, Pontes e Lacerda, Sinop, Mirassol D´Oeste, além da Capital.

Em Nova Mutum, por exemplo, os promotores de Justiça realizaram nesta quarta-feira (12), reunião com representantes da Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Educação e Assessoria Pedagógica, para definição de  um protocolo de segurança para as escolas.

Em Pontes e Lacerda, integrantes da rede de proteção também discutiram  estratégias para garantir a segurança nas unidades de ensino e tranquilizar os pais dos alunos no ambiente escolar. Entres as medidas que já estão sendo tomadas estão a intensificação da segurança nas escolas, com a presença de mais policiais realizando rondas, e a aquisição de detectores de metais para as unidades escolares do município.

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Outra medida discutida no município foi a criação de uma comissão que irá analisar as medidas de segurança já existentes nas escolas e propor novas ações para garantir a segurança dos alunos, funcionários e professores. Durante a reunião, os pais de alunos presentes também tiveram a oportunidade de se manifestar e expressar suas preocupações em relação à segurança nas escolas.

Além do MPMT, também participaram das discussões representantes do Poder Judiciário, Conselho de Segurança, comunidade escolar, Polícia Civil, Polícia Militar, conselheiros tutelares,  professores, vereadores, representantes do Executivo, advogados e representante da APAE.

Em Sinop,  a rede de proteção, coordenada pelo Ministério Público, se reuniu na quinta-feira passada e à unanimidade foi aprovado um protocolo para atendimento em casos de indício ou ocorrência de violência nas escolas. Além disso, ficou definido que cada escola fará seu protocolo interno de atuação em caso de violência, e ainda foi tratado sobre quais serão as providências adotadas para a prevenção nas escolas.

As Promotorias de Justiça de Mirassol D’Oeste também convocaram diretores das escolas, conselheiros tutelares, Polícia Civil, Polícia Militar, representantes do Poder Legislativo e Executivo de Mirassol D’Oeste e Curvelândia para uma reunião sobre as notícias de violência na escola. O encontro teve como objetivo  orientar toda a rede de proteção e os órgãos da segurança pública sobre o protocolo de atendimento de ocorrência envolvendo notícias de possíveis atentados nas unidades de ensino.

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Articulação – O titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, Paulo Roberto Jorge do Prado, enfatizou que todos os promotores de Justiça estão comprometidos para a construção coletiva de uma cultura de paz nas escolas. “Isso só será possível com o envolvimento e o fortalecimento de toda a rede de proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes, comunidade escolar, os pais dos estudantes e a sociedade civil como um todo”, destacou o procurador de Justiça.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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PM acusado de matar esposa em Cuiabá vai a júri popular

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A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, acusado de matar a esposa, G.D.S., em maio de 2025, em Cuiabá. Na sentença de pronúncia, o Juízo da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher considerou haver provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o réu seja submetido ao julgamento pelos jurados. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 15ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá – Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, sob responsabilidade da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra. O MPMT imputou ao acusado a prática do crime de feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, com causas de aumento de pena e circunstância qualificadora que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a denúncia, no dia 25 de maio de 2025, por volta das 16h40, o acusado efetuou disparos de arma de fogo contra a esposa dentro da residência do casal, localizada no Bairro Praeiro, em Cuiabá. A vítima morreu em decorrência dos ferimentos causados pelos tiros. Conforme a acusação, o crime foi cometido na presença dos filhos do casal, então com três e cinco anos de idade.Na decisão, destacou-se que a materialidade do crime está comprovada por laudos periciais, entre eles o exame de necropsia, que apontou que a vítima morreu em decorrência de choque hemorrágico provocado por disparos de arma de fogo que atingiram órgãos vitais. O laudo de confronto balístico também confirmou que os projéteis encontrados foram disparados pela pistola funcional acautelada ao acusado. Durante a instrução processual, testemunhas relataram que o acusado deixou o local após os disparos levando os filhos para a casa dos avós paternos. Em juízo, o próprio réu admitiu ter efetuado os disparos contra a esposa, alegando que passava por forte perturbação emocional e problemas psiquiátricos. A defesa buscou a absolvição sumária sob o argumento de inimputabilidade por doença mental. No entanto, um laudo psiquiátrico concluiu que o acusado apresentava Transtorno Psicótico Não Especificado (CID-10 F29) e possuía capacidade de entendimento parcialmente preservada, sendo enquadrado na condição de semi-imputável. Diante disso, a Justiça afastou o pedido de absolvição sumária, entendendo que a questão deverá ser apreciada pelo Tribunal do Júri.Ao pronunciar o réu, a Justiça manteve todas as circunstâncias descritas na denúncia do Ministério Público, incluindo o feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, a condição de a vítima ser mãe de crianças, a suposta prática do crime na presença dos descendentes e o emprego de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima. Também foi mantida a prisão preventiva do acusado, que está preso desde a conversão do flagrante em prisão preventiva, ocorrida logo após o crime. Com a pronúncia, o processo seguirá para a fase de preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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