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MPMT reforça compromisso com prioridade absoluta em reunião de trabalho

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Para traçar estratégias em torno da fiscalização das eleições para formação dos conselhos tutelares em todo o Estado, promotores de Justiça que atuam na área da Infância e Juventude participaram nesta sexta-feira (10) de uma reunião de trabalho. O encontro foi realizado pela Procuradoria Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e pelo Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude. A organização da reunião contou com o apoio da Escola Institucional do MPMT e Centro de Apoio da Educação.

“Ouvindo os colegas que atuam na área da Infância e Juventude, chegamos à conclusão de que precisamos voltar nossa atenção este ano às eleições nacionais para todos os conselhos tutelares. E, no primeiro dia da nova administração do Ministério Público de Mato Grosso, é significativo estarmos reunidos para tratar da prioridade absoluta à criança e ao adolescente. Temos aqui colegas que percorreram 400, 800, 1.200 quilômetros para alinharmos a nossa atuação. Vamos trabalhar essa prioridade juntos, nas eleições e atribuições dos conselheiros tutelares. Sabemos das dificuldades e dos desafios, mas estamos juntos nessa missão”, afirmou o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente. 

O procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Junior, reforçou a satisfação de participar do primeiro evento à frente da instituição tratando da temática infância e juventude como prioridade, tal qual estabelece a Constituição Federal. “Essa será a marca da nossa gestão, tratar a prioridade como prioridade. Se dois eventos conflitarem, a infância será prioridade, se os recursos forem escassos, a infância terá prioridade. As crianças são a nossa prioridade. Minha singela participação nesse evento é para sacramentar essa questão da prioridade e da importância de eventos como esse para entendermos as reais atribuições dos conselhos tutelares, para não cobrarmos aquilo que não é devido e para que possamos incentivá-los a fazer o que prevê a lei”, enfatizou. 

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Na abertura, o coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, promotor de Justiça Antônio Sérgio Cordeiro Piedade, enalteceu a importância do encontro para a instituição. “É com muita alegria que damos boas-vindas a esse evento extremamente relevante, que traz uma transversalidade de temas, tratando de Infância, Juventude e Educação. Nós precisamos disso, o Ministério Público brasileiro precisa ter uma pauta, uma agenda, um lado. E o lado do Ministério Público é ao lado da sociedade, do hipossuficiente, na defesa intransigente da democracia e do Estado Democrático de Direito. Precisamos de eventos dessa magnitude, desse contato e dessa sinergia”, considerou. 

O Instituto Flauta Mágica foi convidado para abrir a reunião de trabalho. Sob a regência do maestro Gilberto Mendes, o grupo executou três canções, sensibilizando a plateia e transformando a manhã dos participantes do evento realizado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso. 

Palestra – O tema “A eleição e as atribuições dos conselheiros tutelares” foi abordado pela promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo e membro auxiliar da Comissão da Infância, Juventude e Educação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Mirella de Carvalho Bauzys Monteiro. Os debatedores foram o coordenador do CAO da Infância e Juventude, promotor de Justiça Nilton Cesar Padovan, e a promotora de Justiça Kelly Cristina Barreto dos Santos. O procurador de Justiça Paulo Prado presidiu a mesa. 

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Vacinação – O presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), promotor de Justiça Mauro Benedito Pouso Curvo, aproveitou a oportunidade para conclamar os promotores de Justiça que atuam na área da Infância e Juventude a se engajarem para aumentar o índice de vacinação no estado. 

“Vim aqui pedir ajuda para desenvolver um projeto extremamente importante para todos nós, que tem a ver com a infância e a saúde pública. Mato Grosso ocupa hoje uma das piores colocações no ranking de cobertura vacinal e precisamos reverter essa situação. Com trabalho em conjunto e plano simples de alcance social acredito que podemos resolver esse problema. A ideia é aumentarmos o número de dias ‘D’ nas campanhas de vacinação e elaborarmos estratégias para atração dos pais e das crianças para os postos de saúde”, argumentou.

Fonte: MP MT

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Projeto FloreSer retoma atividades na Escola Raimundo Pinheiro

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O projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, iniciou uma nova etapa de rodas de conversa com estudantes da rede pública estadual. A Escola Estadual Raimundo Pinheiro, localizada no bairro Shangri-lá, em Cuiabá, foi incluída na programação e deverá receber atividades com 14 turmas dos 1º e 2º anos do Ensino Médio.A iniciativa, que conta com a parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), promove diálogos com adolescentes sobre violência contra a mulher, prevenção e relacionamentos abusivos, especialmente entre jovens que estão iniciando suas primeiras relações afetivas.Nesta sexta-feira (24), 39 estudantes participaram de uma roda de conversa com a equipe técnica do Espaço Caliandra. A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra também esteve presente e alertou os adolescentes sobre a importância de reconhecer, desde o início de um relacionamento, os sinais de violência psicológica e moral.“É importante que, desde o início do relacionamento, saibam identificar os sinais de violência psicológica e moral, que são formas de violência tão ou mais graves do que a física e que, em muitos casos, podem levar ao feminicídio”, alertou.Machismo e influência das redes sociais – Durante o encontro, a promotora de Justiça destacou que a equipe do FloreSer tem identificado, nas atividades realizadas nas escolas, a presença de comportamentos machistas entre adolescentes, além da influência de discursos misóginos disseminados nas redes sociais.“Temos percebido que a atual geração é mais machista do que a anterior. Há estudos que mostram isso, e temos verificado a disseminação de discursos machistas e misóginos nas redes sociais, que exercem uma influência muito grande sobre os nossos jovens, além da dificuldade de lidar com a rejeição”, afirmou.Claire Vogel Dutra ressaltou ainda que comportamentos de controle e posse podem começar a ser reproduzidos ainda na adolescência e, posteriormente, contribuir para a escalada da violência nos relacionamentos.“Grande parte dos feminicídios ocorre porque o agressor não se conforma com o término do relacionamento e enxerga aquela pessoa como uma propriedade, como alguém que não tem vontade própria. Esse comportamento não começa na idade adulta. Ele se inicia muito cedo, dentro de casa, na forma como os pais se relacionam e educam os filhos, e acaba sendo reproduzido”, explicou.A inclusão da Escola Estadual Raimundo Pinheiro nas atividades do FloreSer ocorreu a partir de uma solicitação da Seduc, que identificou a necessidade de ampliar a abordagem sobre a violência de gênero entre os estudantes, especialmente adolescentes com idade entre 15 e 17 anos.A professora de Matemática Letícia Brito de Souza cedeu parte do horário de sua aula para a realização da roda de conversa e acompanhou o diálogo entre os estudantes e a equipe do Espaço Caliandra. Para ela, a abordagem preventiva é fundamental, principalmente porque muitos adolescentes convivem com situações de violência sem saber reconhecer os sinais ou buscar ajuda.“Desde cedo, eles precisam saber identificar situações que podem representar riscos à própria segurança e entender como evitá-las. Muitos deles vivem em contextos de violência dentro de casa e não sabem a quem pedir ajuda ou mesmo reconhecer os sinais”, destacou.A professora também ressaltou a proximidade dos educadores com os estudantes e a importância de criar espaços seguros para o diálogo. “Nós, como professores, convivemos bastante com eles e ouvimos relatos, principalmente das meninas, sobre situações de machismo e violência nos relacionamentos”, frisou.O projeto FloreSer busca contribuir para a prevenção da violência contra a mulher por meio da educação e da conscientização de adolescentes, promovendo reflexões sobre respeito, igualdade, masculinidades e relações saudáveis. A proposta é estimular os jovens a reconhecer comportamentos abusivos e romper, ainda na adolescência, com padrões de violência e de desigualdade de gênero.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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