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Operação deflagrada pelo Gaeco de Santa Catarina tem alvo em MT

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As unidades do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Sorriso e Cuiabá cumpriram nessa quinta-feira (09) mandado de busca e apreensão da operação Maserati II, deflagrada pelo Gaeco de Santa Catarina. A medida teve como alvo a residência de um suposto faccionado, que já teria exercido funções de liderança na região sul do Brasil e hoje estaria residindo em Lucas do Rio Verde.

Segundo informações do Gaeco de Sorriso, foram apreendidos na residência materiais eletrônicos. A operação resultou na expedição de 164 mandados judiciais, sendo 93 mandados de busca e apreensão e 71 mandados de prisão preventiva em 10 estados da federação. 

Em inquérito policial instaurado pelo grupo regional do Gaeco de São Miguel do Oeste, decorrente de provas obtidas na primeira fase da operação Maserati em 2021, é apurada a prática do crime do art. 2º da Lei 12.850/2013, que é promover, constituir, financiar ou integrar organização criminosa.

Participam da operação todos os grupos regionais do Gaeco do Ministério Público de Santa Catarina de São Miguel do Oeste, Chapecó, Blumenau, Criciúma, Lages, Joinville, Itajaí e Capital -, bem como os Gaeco do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, além de forças policiais de todos esses estados.

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Fonte: MP MT

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Réu é condenado a 26 anos no primeiro julgamento de feminicídio em Vera

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O primeiro caso de feminicídio reconhecido como crime autônomo na cidade de Vera (458 km de Cuiabá) foi julgado nesta sexta-feira (24) pelo Tribunal do Júri da comarca. Francisco Edivan de Araújo da Silva foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira, Paulina Santana, cometido em razão da condição do sexo feminino e no contexto de violência doméstica.
O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado com o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Atuou em plenário o promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), réu e vítima mantinham um relacionamento amoroso conturbado, com idas e vindas, e, mesmo após o término, o acusado continuava frequentando a residência de Paulina. No dia do crime, ocorrido em junho de 2025, Francisco Edivan foi novamente até a casa da ex-companheira e a encontrou conversando com outro homem, situação que o desagradou. Ele ordenou que o rapaz deixasse o local, o que deu início a uma discussão com a vítima.
Em seguida, de forma súbita e inesperada, o acusado desferiu um golpe de arma branca na vítima, utilizando uma faca com lâmina de aproximadamente 30 centímetros, causando lesão gravíssima na região abdominal. Paulina chegou a ser socorrida por um vizinho e levada ao pronto-socorro do município, sendo posteriormente transferida para o Hospital Regional de Sinop. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu quatro dias após o ataque.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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