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Plantio de ipês na luta contra o feminicídio ocorre nesta quinta

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No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, será realizado o replantio de 54 mudas de Ipê Roxo, além do plantio de 11 novas mudas, no Parque da Família Mahatma Gandhi, localizado na Avenida Vereador Juliano Costa Marques, no bairro Terra Nova, em Cuiabá. A ação é uma iniciativa do Núcleo de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar do Ministério Público de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.A atividade contempla o replantio das mudas removidas da 2ª Etapa do Parque Tia Nair, além da inclusão de novas mudas de ipês, que simbolizam as mulheres vítimas de feminicídio no Estado de Mato Grosso nos anos de 2024 e 2025, até o mês de maio.O local também receberá a Placa do Memorial das Vítimas de Feminicídio em Mato Grosso, vinculada ao projeto “Em Memória Delas”, do Observatório Caliandra. O memorial tem como objetivo preservar a história, identidade e trajetória das mulheres cujas vidas foram interrompidas pela violência. A placa ainda trará informações sobre canais de denúncia e serviços de emergência, promovendo conscientização e mobilização social.O Ipê Roxo foi escolhido por representar força, beleza e resistência. Sua florada intensa homenageia cada mulher – filha, mãe, tia, amiga – que deixou de florescer por ser mulher. É um símbolo vivo de que nenhuma mulher deve ser silenciada ou esquecida.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Réu é condenado a 26 anos no primeiro julgamento de feminicídio em Vera

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O primeiro caso de feminicídio reconhecido como crime autônomo na cidade de Vera (458 km de Cuiabá) foi julgado nesta sexta-feira (24) pelo Tribunal do Júri da comarca. Francisco Edivan de Araújo da Silva foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira, Paulina Santana, cometido em razão da condição do sexo feminino e no contexto de violência doméstica.
O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado com o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Atuou em plenário o promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), réu e vítima mantinham um relacionamento amoroso conturbado, com idas e vindas, e, mesmo após o término, o acusado continuava frequentando a residência de Paulina. No dia do crime, ocorrido em junho de 2025, Francisco Edivan foi novamente até a casa da ex-companheira e a encontrou conversando com outro homem, situação que o desagradou. Ele ordenou que o rapaz deixasse o local, o que deu início a uma discussão com a vítima.
Em seguida, de forma súbita e inesperada, o acusado desferiu um golpe de arma branca na vítima, utilizando uma faca com lâmina de aproximadamente 30 centímetros, causando lesão gravíssima na região abdominal. Paulina chegou a ser socorrida por um vizinho e levada ao pronto-socorro do município, sendo posteriormente transferida para o Hospital Regional de Sinop. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu quatro dias após o ataque.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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