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Policiais civis serão capacitados para classificar espécies de madeira

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Uma interlocução promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso junto ao Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) e à Polícia Judiciária Civil, resultará na capacitação de seis policiais civis para identificação e classificação das espécies de madeira transportadas nos municípios de Cotriguaçu (a 950km de Cuiabá) e Juruena (a 898km da capital). O objetivo é torná-los aptos a constatar possíveis irregularidades ambientais. 

A capacitação será ofertada pelo Indea-MT no Laboratório de Tecnologia de Madeira (LTM), em Cuiabá, nos meses de julho ou agosto, com duração de uma semana. Após o curso, os policiais civis poderão elaborar auto de constatação preliminar e provisório, requerer a apreensão do veículo (instrumento do crime) e da madeira (produto do delito), e expedir auto de prisão em flagrante pela prática de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente (artigo 46, parágrafo único, da Lei n.º 9.605/98). O laudo definitivo será emitido pelo Indea-MT, mediante envio de coleta de parte da madeira apreendida.

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Para o promotor de Justiça substituto Cristiano de Miguel Felipini, a aproximação dos órgãos públicos Indea-MT e Polícia Civil da comarca de Cotriguaçu para diálogo interinstitucional se faz imprescindível para a proteção do meio ambiente. “O Ministério Público provocou essa aproximação e parceria entre os órgãos visando à proteção do meio ambiente, uma vez que temos conhecimento de ser frequente o transporte ilegal de madeira na região e até mesmo o armazenamento. Como as forças de segurança não possuem conhecimento para atuar na fiscalização, tivemos a ideia de promover essa capacitação”, contou. 

Foto ilustrativa: Ibama
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Casal é condenado a 14 anos de reclusão por homicídio em Cuiabá 

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O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, na quinta-feira (2), Carolyne Beatriz da Silva e Roneclei José Mendes a 14 anos de reclusão cada um, pelo homicídio qualificado de Wesley Pinho Nardes. O Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e reconheceu que o crime foi cometido por motivo torpe e mediante dissimulação e emboscada. Atuou em plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins. Conforme a sentença, a pena deverá ser cumprida em regime inicial fechado. O juiz presidente do Tribunal do Júri também determinou a execução imediata da pena e a expedição dos mandados de prisão dos condenados. De acordo com a denúncia do MPMT, o crime aconteceu em novembro de 2020, nas proximidades da BR-364, no Distrito Industrial, em Cuiabá. As investigações apontaram que os denunciados agiram de forma premeditada e utilizaram arma de fogo para matar a vítima. Segundo apurado, Carolyne manteve um relacionamento amoroso conturbado com Wesley. Após retomar a convivência com Roneclei, pai de seus dois filhos, o casal passou a arquitetar a morte da vítima, motivado por sentimentos de vingança decorrentes dos conflitos existentes entre Carolyne e o ex-companheiro.Conforme a denúncia, Carolyne entrou em contato com Wesley e o convenceu a encontrá-la, simulando uma reaproximação. Em seguida, conduziu a vítima de motocicleta até um local ermo às margens da rodovia, onde Roneclei já aguardava. No local, Wesley foi surpreendido pela emboscada e atingido por disparos de arma de fogo, morrendo em decorrência dos ferimentos. O corpo foi encontrado dois dias depois, às margens da BR-364.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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