Ministério Público MT

Projetos sociais são contemplados com recursos em acordo firmado pelo MP

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Em apenas um Termo de Autocomposição Extrajudicial, celebrado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso no município de Porto Esperidião (a 327 km de Cuiabá), 12 projetos foram contemplados com recursos. Ao todo, foram destinados R$ 265.668,65.

Segundo o promotor de Justiça substituto, Pedro Facundo Bezerra, as iniciativas contempladas foram inscritas no Banco de Projetos e Entidades (Bapre) do MPMT. São projetos desenvolvidos em várias áreas, entre elas, infância e juventude, segurança pública e meio ambiente.

O projeto “Atletas Nota Mil / Escolinha Pipoca”, por exemplo, foi contemplado com R$ 12,579,00, valor destinado para aquisição de materiais esportivos, como chuteiras, bolas e jogos de uniformes. A entrega do material ocorreu esta semana, com a participação dos estudantes, familiares e autoridades locais.

O montante previsto no acordo foi destinado ainda para os projetos Fortalecendo a Primeira Infância II (R$ 19.194,58); Karatê Porto Espiridião (R$ 28.925,00); Karatê Glória D´Oeste (R$ 23.425,00); Poliesportivo Educacional “Águia D´Oeste” (R$ 11.846,27); Aprendendo para o Futuro (R$ 55.350,00); Aquisição Computadores UBS Aeroporto (R$ 5.000,00); Despertando Talentos (R$ 19.862,99); Vagalume (R$ 18.689,00); Programa Educacional de Resistência às Drogas Proerd (R$ 41.125,10); Aquisição de bens PM (R$ 16.562,00); e Aquisição de bens PJC (R$ 13.109,71).

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“O acordo celebrado proporciona pleno atendimento do interesse público e está proporcional à gravidade da ofensa e as sanções pactuadas e se revelam compatíveis com a repressão do ato praticado e suficientes para a prevenção de novas condutas. A autocomposição foi fruto de negociação com a participação dos representantes adequados e legítimos”, observou o promotor de Justiça.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 26 anos no primeiro julgamento de feminicídio em Vera

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O primeiro caso de feminicídio reconhecido como crime autônomo na cidade de Vera (458 km de Cuiabá) foi julgado nesta sexta-feira (24) pelo Tribunal do Júri da comarca. Francisco Edivan de Araújo da Silva foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira, Paulina Santana, cometido em razão da condição do sexo feminino e no contexto de violência doméstica.
O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado com o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Atuou em plenário o promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), réu e vítima mantinham um relacionamento amoroso conturbado, com idas e vindas, e, mesmo após o término, o acusado continuava frequentando a residência de Paulina. No dia do crime, ocorrido em junho de 2025, Francisco Edivan foi novamente até a casa da ex-companheira e a encontrou conversando com outro homem, situação que o desagradou. Ele ordenou que o rapaz deixasse o local, o que deu início a uma discussão com a vítima.
Em seguida, de forma súbita e inesperada, o acusado desferiu um golpe de arma branca na vítima, utilizando uma faca com lâmina de aproximadamente 30 centímetros, causando lesão gravíssima na região abdominal. Paulina chegou a ser socorrida por um vizinho e levada ao pronto-socorro do município, sendo posteriormente transferida para o Hospital Regional de Sinop. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu quatro dias após o ataque.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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