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Promotores alertam para infiltração de facções na máquina estatal

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Os promotores de Justiça Marcos Bulhões dos Santos e Gustavo Dantas Ferraz participaram como painelistas do 1º Fórum de Auditores e Controladores do Estado de Mato Grosso, realizado na quarta-feira (29), na Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). Durante o painel “Facções criminosas na gestão pública e os novos desafios para os órgãos de controle”, eles debateram a infiltração do crime organizado no Estado, o que representa uma ameaça à administração pública. O painel encerrou a programação do evento, que reuniu especialistas e lideranças nacionais para discutir estratégias de fortalecimento do controle público. Com o tema central “Controle fortalecido: base para políticas públicas eficientes, eficazes e efetivas”. O fórum foi promovido por meio de parceria entre Associação dos Auditores e Controladores Internos dos Municípios de Mato Grosso (Audicom-MT), Associação dos Auditores Públicos Externos do Tribunal de Contas de Mato Grosso (Audipe) e Associação dos Auditores da Auditoria Geral do Estado de Mato Grosso (Assae-MT).O promotor Marcos Bulhões dos Santos contextualizou a evolução do conceito de crime organizado, com base na Lei 12.850/2013, e alertou para a atuação sofisticada das facções criminosas, que buscam se infiltrar no Estado para expandir suas atividades. “O crime organizado, em algum momento, busca infiltrar-se no Estado para prosperar e expandir suas atividades. Empresas são adquiridas por essas organizações e acabam vencendo licitações de serviços essenciais, tornando o próprio Estado refém dessa estrutura criminosa”, afirmou.
O promotor destacou que isso pode ocorrer por meio de cooptação, envolvendo corrupção, suborno e intimidação, ou por inserção estratégica, com membros que ingressam legitimamente no serviço público, seja por concurso ou por meio de empresas terceirizadas. “Um único agente infiltrado dentro do serviço público pode causar um estrago que a gente não consegue ainda dimensionar”, alertou.O promotor de Justiça Gustavo Dantas Ferraz ressaltou a complexidade das organizações criminosas, que operam como redes modulares e dinâmicas, com alta capacidade de adaptação. “As organizações criminosas, especialmente as maiores facções, atuam em rede. Por isso, o poder público também precisa agir de forma articulada, em rede”, defendeu. Gustavo Dantas Ferraz enfatizou ainda que o enfrentamento ao crime organizado exige mais do que repressão: é necessário atacar as causas estruturais que alimentam essas organizações. “Tem que combater também as causas que levam as pessoas a ingressarem nessas organizações, causas econômicas, sociais e culturais”, pontuou.Os membros do Ministério Público de Mato Grosso reforçaram a importância da cooperação entre os órgãos de controle, da inteligência institucional e da cultura de integridade como pilares para enfrentar a infiltração criminosa na gestão pública.

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Fotos: Tony Ribeiro | TCE-MT.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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CAO Violência Doméstica participa de reunião com lideranças indígenas

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No dia 06 de agosto de 2026, o Centro de Apoio Operacional Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino (CAO VD) participou de uma reunião institucional promovida pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), por meio seu Departamento de Mulheres Indígenas e em parceria com o Instituto Raoni, por intermédio do seu Departamento de Mulheres. O encontro foi realizado na sede do Instituto Raoni, no município de Peixoto de Azevedo.A agenda foi organizada a partir de demanda apresentada pelas lideranças do Território Indígena Capoto/Jarina e teve por objetivo promover a escuta das demandas das mulheres indígenas, fortalecer o diálogo interinstitucional e construir encaminhamentos conjuntos voltados ao aprimoramento das políticas públicas destinadas às mulheres indígenas da Região Norte do Estado.A atividade reuniu representantes do Distrito Sanitário Especial Indígena Kayapó de Colíder (DSEI), do Instituto Raoni, da Federação Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), da Casa da Saúde Indígena (CASAI) de Peixoto de Azevedo e do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por intermédio do CAO VD.Durante a reunião, lideranças e profissionais das instituições participantes compartilharam reflexões sobre a realidade vivenciada pelos povos indígenas na região, especialmente pelo povo Kayapó, destacando desafios relacionados ao acesso a direitos, à proteção das mulheres e meninas indígenas e ao fortalecimento das redes de atendimento. Como resultado do diálogo, foram definidos encaminhamentos voltados ao fortalecimento de políticas direcionadas aos povos indígenas. Entre os principais encaminhamentos destaca-se a realização de ações no território indígena voltada à escuta, orientação e sensibilização sobre violência contra as meninas e mulheres indígenas, bem como o fortalecimento da articulação entre órgãos e instituições para ampliar a proteção, a prevenção e enfrentamento das diversas formas de violência, assegurando a promoção dos direitos dos povos indígenas. A iniciativa reafirma o compromisso das instituições participantes com a construção de estratégias integradas e culturalmente adequadas para o fortalecimento das políticas públicas direcionadas às mulheres indígenas e à garantia de seus direitos.Estiveram presentes na reunião institucional: Maria Anarrory YudjaDepartamento FEPOIMT Mulher; Eliel Jorge Rondon – FEPOIMT; Soilo Urupe Chue – FEPOIMT; Edivander Luis dos Santos Bessa – DESEI; Jucenira Rondon – CASAI Peixoto de Azevedo; Reginaldo Ramires de Moraes – CASAI Peixoto de Azevedo; Nhakapru Metukitre– CASAI Peixoto de Azevedo; Osmarina Morimã – Instituto Raoni; Carolina Sobreiro – Instituto Raoni; Yakarewa Juruna – Iinstituto Raoni; Geovana Vianna Dalabarba – Instituto Raoni; Elisamara Sigles Vodonós Portela – MPE/MT; Renata de Paula Teixeira – MPE/MT.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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