Ministério Público MT

Promotoria destina R$ 180 mil para construção de sala sensorial na Apae

Publicado em

A Promotoria de Justiça de Tapurah (a 433 km de Cuiabá) destinou R$ 180 mil, via Banco de Projetos, Fundos e Entidades (Bapre), para construção de uma sala de estimulação sensorial na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do município. A obra foi entregue recentemente e a sala já está em pleno funcionamento. Conforme o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, os recursos destinados são oriundos de acordos formalizados pelo Ministério Público. “A sala de estimulação sensorial é um espaço inovador capaz de aumentar a atenção e promover o desenvolvimento global de pessoas com transtornos neurológicos. Essa iniciativa reforça nosso compromisso com a inclusão e a melhoria da qualidade de vida da população de Tapurah”, argumentou. A sala sensorial é projetada para reduzir crises de agressividade e impulsividade, além de aumentar a atenção visual, auditiva e tátil-cinestésica, contribuindo para minimizar o estresse e outras condições. Com estímulos que envolvem luzes, sons, cores e texturas, o ambiente proporciona sensação de prazer e favorece o desenvolvimento global do indivíduo. Considerada uma referência inovadora no campo das terapias, a sala desempenha papel essencial no fortalecimento das habilidades funcionais.

Leia Também:  MPMT participa de audiência pública sobre "Pessoas Desaparecidas"

Fonte: Ministério Público MT – MT

Advertisement

Ministério Público MT

Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

Published

on

O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

Leia Também:  Gaeco e Bope prendem líder do CV investigado por mais de 90 homicídios

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA