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Relatório preliminar traz radiografia da área administrativa no MPMT

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Relatório preliminar apresentado pelo Instituto Publix nesta segunda-feira (06), sobre o dimensionamento da força de trabalho na área administrativa e órgãos auxiliares no Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), aponta seis Promotorias de Justiça no farol vermelho. São unidades que apresentam lacunas negativas críticas em relação à força de trabalho. São elas: Campo Novo do Parecis, Juara, Mirassol D‘Oeste, Nova Canaã do Norte, Nova Xavantina e Porto Esperidião.

O estudo traz ainda um retrato da situação encontrada nos departamentos e órgãos auxiliares em relação à distribuição da força de trabalho no âmbito do MPMT. Apenas o Departamento Financeiro (Defin) apresenta lacuna negativa crítica, situação em que a força de trabalho necessária é superior a 60% da lotação atual. O relatório preliminar apresenta também as unidades que ocupam status de equilíbrio, de lacuna negativa gerenciável e de excedente de pessoal.

O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, destacou durante a reunião a importância do trabalho realizado e classificou como um “legado” da sua gestão, a profissionalização e a sistematização de dados. “Estou extremamente realizado com a conclusão deste trabalho. Assim que o relatório for entregue será dada à transparência necessária. É mais uma ferramenta de trabalho que a instituição passará a contar para a tomada de decisões mais assertivas”, destacou o procurador-geral de Justiça.

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Segundo ele, a exemplo do que ocorreu na área finalística, caberá ao Comitê Executivo a análise e tratamento dos resultados do projeto de dimensionamento na área meio. Além da entrega de relatório qualitativo do Dimensionamento da Força de Trabalho, haverá também a implementação de painel de BI para acompanhamento dos dados.

O Instituto Publix é uma empresa que atua no mercado de consultoria organizacional, auxiliando o setor público a tomar medidas para melhoria na governança contemporânea e da gestão de recursos humanos, financeira e orçamentária.

Fonte: MP MT

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Novas leis reforçam rede de proteção às mulheres em Sapezal

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A Promotoria de Justiça de Sapezal (500 km de Cuiabá) comemorou a sanção de duas leis municipais voltadas à proteção, ao acolhimento e à promoção dos direitos das mulheres. As novas normas representam um importante avanço nas políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero e reforçam o compromisso do município com a construção de uma rede de proteção cada vez mais efetiva.
Em comemoração ao Agosto Lilás e aos 20 (vinte) anos da Lei Maria da Penha, as leis foram sancionadas na sexta-feira (28) e são resultado da atuação conjunta da Rede Municipal de Proteção à Mulher, formada por instituições e profissionais que trabalham na promoção dos direitos femininos e no combate à violência contra as mulheres.
Uma das normas institui o Organismo de Políticas Públicas para Mulheres (OPM), estrutura que terá a missão de fortalecer a formulação, a coordenação e a execução de ações voltadas às mulheres de Sapezal. A iniciativa busca ampliar a integração entre os diversos órgãos públicos e garantir maior efetividade às políticas de promoção da igualdade de gênero, proteção e cidadania.
A segunda lei estabelece medidas de auxílio e proteção a mulheres em situação de risco ou vítimas de assédio em estabelecimentos comerciais do município. A proposta prevê mecanismos de acolhimento, respeito, empatia e apoio, contribuindo para que mulheres que enfrentem situações de violência ou constrangimento possam receber assistência de forma rápida e segura.
Para a Promotoria de Justiça, a aprovação do pacote legislativo representa um marco histórico para o município e demonstra o compromisso das instituições locais com a prevenção da violência e a defesa dos direitos das mulheres. As novas normas ampliam os instrumentos de proteção disponíveis e fortalecem a atuação integrada da rede de atendimento.
O fortalecimento dessas iniciativas é especialmente relevante diante do cenário estadual, onde Mato Grosso ocupa o primeiro lugar em feminicídios. Dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso, apontam que até 30 de junho de 2025 foram registrados 28 feminicídios no estado, sendo que mais de 70% dos crimes ocorreram dentro das residências das vítimas.
Os levantamentos também mostram que, na maioria dos casos, os autores mantinham ou mantiveram relacionamento afetivo com as mulheres assassinadas, evidenciando que a violência doméstica continua sendo uma das principais ameaças à vida das mulheres mato-grossenses.
Diante dessa realidade, a criação e o fortalecimento de políticas públicas municipais voltadas à prevenção, acolhimento e proteção das vítimas tornam-se ferramentas fundamentais para enfrentar a violência de gênero e promover uma cultura de respeito e garantia dos direitos das mulheres.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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