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Segunda turma do Reconstruindo Sonhos é lançada em Colniza

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Execução Penal, deu início à segunda turma do projeto Reconstruindo Sonhos na Cadeia Pública de Colniza (1.042 km de Cuiabá), nesta quarta-feira (03). A iniciativa tem como objetivo promover a ressocialização de pessoas privadas de liberdade por meio de atividades reflexivas e cursos profissionalizantes. Dividido em duas etapas, o projeto começa com encontros semanais que abordam temas como valores, espiritualidade, relações interpessoais, família, comunicação, trabalho, planejamento e perspectivas de futuro. Após essa fase, os participantes têm acesso a cursos profissionalizantes oferecidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), parceiro institucional da ação. Nesta nova turma, 20 pessoas privadas de liberdade que atuam como trabalhadores na unidade prisional participam das atividades. Os encontros são conduzidos por um multiplicador voluntário residente de Cotriguaçu (122 km de Colniza), que se desloca semanalmente até a unidade para aplicar os conteúdos temáticos. Durante a primeira atividade, um dos participantes compartilhou um relato comovente. “Eu estava pensando em tirar minha própria vida, mas, aos poucos, fui recebendo ajuda para que não fizesse isso. Hoje, só de ver todas essas pessoas que vieram aqui e que acreditam em nós, eu me sinto melhor.” O evento de abertura contou com a presença do promotor de Justiça de Colniza, Bruno Barros Pereira, além do diretor da Cadeia Pública de Colniza, Heitor Nogueira da Silva Neto; do presidente do Conselho da Comunidade da Execução Penal (Concep), William Covre; do presidente do Conselho de Segurança Municipal (Conseg), Voni José de Oliveira; da representante da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Mato Grosso (OAB-MT), Inaita Arnold; do coordenador da atenção básica e secretário municipal de Saúde, Marcos Antônio de Mendonça, representando a Prefeitura Municipal de Colniza; e da defensora pública de Colniza, Ana Carla Pessin de Souza.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres

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A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.

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Foto: Reprodução.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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