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Sistemas de regulação e de gestão de leitos são apresentados ao MPMT

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Com o objetivo de dar maior efetividade e resolutividade à atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso em defesa da Saúde, além de reduzir a judicialização das demandas, a instituição promoveu um treinamento a membros e servidores sobre os sistemas de regulação e de monitoramento de leitos no estado. Conhecer as funcionalidades das plataformas vai permitir que integrantes do MPMT busquem soluções de maneira mais rápida e eficiente. O treinamento virtual foi realizado na manhã desta terça-feira (18), das 8h às 11h, via Microsoft Teams, com cerca de 140 participantes.   
  
A capacitação foi promovida pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) de Defesa da Saúde e com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), e teve como facilitador o enfermeiro e servidor de carreira da SES-MT James Cavalcante da Costa. O instrutor apresentou as funcionalidades do “Sistema Nacional de Regulação (Sisreg)”, criado pelo Ministério da Saúde para o gerenciamento de todo o Complexo Regulatório da rede básica à internação hospitalar, e do “IndicaSUS”, desenvolvido pela SES-MT especificamente para monitoramento dos leitos em Mato Grosso.   
  
Na abertura do evento, o coordenador do CAO Saúde, promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto, destacou a relevância da iniciativa. “À frente do CAO, procuramos ser o mais útil possível não somente em termos doutrinários, mas sobretudo na prática, para facilitar o dia-a-dia dos colegas nas promotorias”, iniciou. O promotor defendeu não vislumbrar uma atuação efetiva do MPMT sem a parceria do Poder Executivo, já que melhorar a Saúde é um objetivo comum, e através do diálogo entre as instituições podemos avançar mais rápido e de maneira mais efetiva. 
  
Por fim, enfatizou que a parceria com o Estado proporcionou o acesso do MPMT aos sistemas há algum tempo, permitindo que o Departamento de Planejamento e Gestão (Deplan) da instituição consulte informações em tempo real. “Essa base de dados nos auxilia inclusive na elaboração do próximo ciclo do Planejamento Estratégico Institucional (PEI) do Ministério Público de Mato Grosso, norteando o nosso trabalho para os próximos anos”, contou Milton.

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O coordenador-adjunto do CAO, promotor de Justiça Thiago Scarpellini Vieira, reforçou a importância do treinamento para o MPMT. “Essa capacitação é de grande valia, especialmente para quem atua no interior, em comarcas desprovidas de Defensoria Pública, onde o Ministério Público é bastante demandado não somente na esfera coletiva e difusa, mas individual. O promotor e seus assessores acabam precisando desse acesso ao Sisreg, por exemplo, para poder verificar a fila, se a pessoa está regulada, se é urgência ou serviço eletivo”, considerou.   
  
A secretária-adjunta do Complexo Regulador, Fabiana Bardi, disse que o evento de apresentação das funcionalidades dos sistemas representa um marco para as instituições. “É de extrema importância essa aproximação e interlocução, que vai refletir especialmente em um melhor atendimento à população”, observou. Ela explicou que Mato Grosso utilizava minimamente o Sisreg desde 2009, mas que a partir de 2019 intensificou o seu uso, abarcando os atendimentos ambulatorial e hospitalar. E contou que o IndicaSUS, vinculado ao Sisreg, é de uso obrigatório em todas as unidades hospitalares públicas e privadas do estado, para notificação e controle de leitos.   

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Acusado de assassinato contra mulher trans vai a júri

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O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá realiza nesta terça-feira (04), às 9h, o julgamento de Junio Santos da Silva, acusado pelo assassinato da mulher trans conhecida pelo nome social Gisa (Gerardo Ribeiro Lima Junior). A sessão será realizada no Fórum de Cuiabá e contará com a atuação, pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), do promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o réu responde por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de asfixia, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e a imputação da qualificadora de menosprezo ou discriminação à condição de mulher, por se tratar de crime praticado contra mulher trans em contexto de discriminação de gênero. Segundo o MPMT, na madrugada de 7 de abril de 2024, em um terreno baldio localizado na Rua Professora Tereza Lobo, no bairro Consil, em Cuiabá, Gisa foi agredida com extrema violência, sofrendo diversos golpes na cabeça e sendo posteriormente asfixiada, lesões que causaram sua morte. A denúncia sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe, mediante emprego de meio cruel e com utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. O Ministério Público também apontou que a ação criminosa ocorreu em razão da condição de mulher transgênero da vítima, circunstância que ensejou a imputação da qualificadora de menosprezo ou discriminação à condição de mulher. Ainda segundo o Ministério Público, a investigação apontou que o acusado teria reagido de forma violenta ao descobrir que Gisa era uma mulher trans, circunstância que será apreciada pelos jurados durante o julgamento. A materialidade do crime foi comprovada por laudos periciais, imagens de câmeras de segurança e demais elementos reunidos durante a investigação. Na sentença de pronúncia, a Justiça reconheceu a existência de indícios suficientes de autoria e determinou que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pelos crimes descritos na denúncia ministerial. O réu foi localizado e preso em novembro de 2024, no município de Matozinhos (MG), permanecendo custodiado desde então. Durante a fase de investigação, conforme registrado nos autos, ele admitiu a prática do crime em depoimento à polícia, embora tenha permanecido em silêncio durante o interrogatório judicial.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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