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Trabalho em rede ajuda mulheres a romper o ciclo da violência

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“Eu não sabia o que era amor. Violência psicológica corta a alma.” Com essa frase, a estudante de marketing Jenifer Surita Quispe, mãe de sete filhos, emocionou quem acompanhava o projeto “Diálogos com a Sociedade”, realizado nesta quarta-feira (9), pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), no estúdio de vidro do Pantanal Shopping.A entrevista reuniu a subprocuradora-geral de Justiça Administrativa do MPMT, Januária Dorilêo; a primeira-dama do Estado e idealizadora do programa SER Família Mulher, Virginia Mendes; e Jenifer Quispe, ex-vítima de violência, que emocionou o público com seu relato de superação e recomeço.Vítima de um relacionamento abusivo, Jenifer compartilhou sua história de superação após anos vivendo um relacionamento abusivo. Durante a pandemia, ela foi obrigada a se mudar de Cuiabá para o Pará, onde passou a viver sob controle e vigilância. “Eu só saía de casa com ele. O mercado era longe, o comércio também”, lembrou. Mesmo com o ex-marido trabalhando à distância, as agressões psicológicas persistiam por ligações e mensagens. “Ele tentou me desqualificar como mãe e chegou a quebrar a medida protetiva.”O recomeço veio com acesso à informação, capacitação e apoio. Sem renda própria, Jenifer buscou alternativas legais e educativas para romper com o ciclo de violência. Foi através do programa SER Família Mulher que encontrou força e ferramentas para reconstruir sua vida. “A única forma de vencer é pela qualificação. A informação me salvou. A capacitação me libertou,” lembrou.A subprocuradora-geral de Justiça Administrativa Januária Dorilêo, que está à frente do projeto Diálogos com a Sociedade, reforçou a importância da autonomia financeira nesse processo. “A independência econômica é fundamental para que a mulher consiga romper o ciclo da violência”, afirmou.Segundo ela, dados do DataSenado apontam que 32% das mulheres de Mato Grosso já sofreram algum tipo de violência praticada por um homem, e mais de 60% ainda dependem financeiramente do agressor. “Esses números mostram o quanto é urgente investir em capacitação, trabalho em rede e políticas públicas”, reforçou.A primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, idealizadora do SER Família Mulher, destacou a força do trabalho conjunto entre instituições. “Cada mulher assistida traz consigo uma história de superação. Nosso compromisso é para que todas tenham segurança, autonomia e a liberdade de recomeçar. Nosso trabalho em rede é essencial para garantir que essas mulheres tenham todo o suporte necessário para recomeçar suas vidas. Contamos com o apoio da Segurança Pública, da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Defensoria Pública, do Ministério Público – que é um grande parceiro –, dos Tribunais de Justiça, do Trabalho e também do Eleitoral. Sou grata a Deus por todos que nos apoiam”, enfatizou.As entrevistas do projeto Diálogos com a Sociedade seguem até o dia 11 de abril, das 14h às 15h, no estúdio de vidro localizado na entrada principal do Pantanal Shopping, com transmissão ao vivo pelo canal do MPMT no YouTube. A iniciativa conta com o apoio de empresas privadas, como Pantanal Shopping, Rádio CBN, Aprosoja, Energisa Mato Grosso, Unimed Mato Grosso, Bodytech Goiabeiras e Águas Cuiabá.Assista aqui à entrevista na íntegra.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP apura falhas no fornecimento de energia elétrica em Sorriso

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A 3ª Promotoria de Justiça Cível de Sorriso instaurou procedimento preparatório de inquérito civil para apurar a adequação, regularidade, continuidade, segurança e qualidade do serviço público de distribuição de energia elétrica prestado pela Energisa Mato Grosso Distribuidora de Energia S.A. no município. A medida foi adotada pelo promotor de Justiça Márcio Florestan Berestinas diante de indícios que apontam possíveis falhas na prestação do serviço, incluindo oscilações de tensão, interrupções no fornecimento de energia, apagões, além de questionamentos sobre a capacidade da infraestrutura elétrica para atender ao crescimento da cidade.A investigação teve como um dos fundamentos manifestação encaminhada pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e pela Associação Comercial e Empresarial de Sorriso (ACES), que relataram episódios recorrentes de oscilações de energia e quedas de fornecimento em diferentes regiões do município. Segundo os relatos, as ocorrências teriam causado impactos em sistemas de informática, equipamentos eletrônicos, terminais de pagamento, serviços de internet e atividades comerciais, com registros de prejuízos econômicos e danos a equipamentos. O procedimento também inclui a apuração de um grave acidente ocorrido em 28 de setembro de 2026, na Avenida Natalino João Brescansin, quando a explosão de um transformador atingiu o cidadão Marcos Vinícius da Silva, que sofreu queimaduras graves e posteriormente faleceu. O Ministério Público pretende esclarecer as condições de funcionamento, manutenção e operação do equipamento envolvido no episódio. Com a instauração do procedimento, a Energisa deverá apresentar uma série de informações técnicas e operacionais relacionadas ao fornecimento de energia em Sorriso, incluindo dados sobre interrupções, oscilações de tensão, reclamações de consumidores, pedidos de ressarcimento, manutenção da rede e investimentos realizados ou planejados para o município. Entre as medidas determinadas pelo promotor de Justiça está a aplicação de um formulário eletrônico que será divulgado pela CDL e pela ACES entre comerciantes e empresários de Sorriso. O objetivo é levantar informações sobre a frequência das quedas e oscilações de energia, duração das interrupções, danos causados a equipamentos, perdas de mercadorias, dificuldades enfrentadas nas atividades comerciais e eventuais prejuízos financeiros. O questionário também buscará identificar a qualidade do atendimento prestado pela concessionária, a existência de pedidos de ressarcimento e a disponibilidade de documentos que possam comprovar os danos relatados. As informações coletadas servirão para dimensionar os impactos das falhas no fornecimento de energia e auxiliar na formação de um diagnóstico técnico sobre a situação do serviço no município.Clique aqui e acesse o formulárioAlém das requisições à concessionária, o Ministério Público determinou o envio de ofícios ao Procon Municipal, à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ao Corpo de Bombeiros e à Polícia Civil, bem como a realização de avaliações técnicas independentes para verificar a qualidade da energia fornecida à população. As diligências têm como finalidade reunir elementos que permitam avaliar a necessidade de novas providências, inclusive a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta ou o ajuizamento de medidas judiciais cabíveis para assegurar a prestação adequada do serviço e a proteção dos consumidores. Foto: Prefeitura de Sorriso

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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